Imobiliário vai mudar e a culpa é da tecnologia e da disrupção digital…

A JLL acredita que a tecnologia, os dados e a disrupção digital irão transformar o imobiliário. A conclusão do consta do estudo ‘Workspace, reworked: ride the wave of tech driven change’, uma investigação que revela que a conetividade rápida e eficiente está a tornar-se na “quarta utility, conduzindo as decisões de localização” do imobiliário.

O estudo da consultora foca-se no setor dos escritórios, fazendo futurologia em relação aos próximos 15 anos, e debruça-se sobre o que será preciso mudar para que os retornos dos investimentos sejam melhores e para que os espaços de trabalho estejam adaptados às exigências do ‘mundo conectado’.

As conclusões agora publicadas mostram também que existe hoje “maior propensão para construir os portefólios imobiliários em torno de core hubs, com os imóveis distribuídos por um menor número de localizações, graças à combinação de uma força de trabalho em mudança e a uma maior conectividade”.

Para além disso, é ainda destacado o “número crescente de ativos super-dinâmicos adequados sobretudo às startups, dada a sua flexibilidade, modularidade e o facto de serem construídos para se ajustarem a ciclos de negócio flutuantes”.

De resto, ficamos também a saber que a ‘Internet of Things’ (IoT) e a próxima geração de edifícios inteligentes “tronar-se-ão os veículos utilizados para gerir a produtividade, a sustentabilidade e a experiência do utilizador”.

Guy Grainger, CEO para a região EMEA da JLL, explica que “o imobiliário, que se carateriza por ser algo tipicamente fixo e imóvel, é tradicionalmente lento a responder à mudança – mas a tecnologia não o é. Mais do que nunca, a flexibilidade e adaptabilidade são elementos chave. Independentemente de nos dirigirmos a investidores, ocupantes corporativos ou promotores, são as pessoas e a tecnologia que estão no centro de tudo – chegou a altura de o espaço de trabalho se adaptar às necessidades do século XXI”.

Já James Brown, head of research para a região EMEA da JLL, acrescenta que “estamos a testemunhar uma mudança social, cultural e organizacional impressionante. A tecnologia está a alterar onde e como trabalhamos e, sobretudo, está a permitir que as nossas respostas ao ambiente que nos rodeia sejam monitorizadas, medidas e analisadas como nunca até agora. Nos nossos relatórios, identificamos a forma como estas mudanças estão a dar aos ocupantes, promotores e investidores fortes pistas acerca de como a sua abordagem ao imobiliário precisa de mudar de forma prática no futuro. Novas oportunidades irão emergir e aqueles que estiverem aptos a responder à mudança irão colher os frutos”.

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