“O consumidor tem procurado, cada vez mais, o conceito de centro auto”

“O consumidor tem procurado, cada vez mais, o conceito de centro auto”

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A Roady, a insígnia da área automóvel do Grupo Mosqueteiros que opera em franchising, está a crescer em Portugal. O negócio de centro auto está a aumentar no mercado nacional. Visitámos a loja de Setúbal e falámos com a porta-voz da Roady para Portugal, Estelle Pereira.

Como correu 2016 para a insígnia Roady?

Estamos em crescimento. Já em 2015 crescemos cerca de 1.60% e no final de 2016 estávamos com um crescimento do volume de negócios na ordem dos 3.38%.

E o que está a alavancar esse crescimento?

Temos sentido que o consumidor tem procurado, cada vez mais, o conceito de centro auto. Temos várias vantagens, uma delas é não necessitarmos de marcação para aceitar o serviço, somos multimarca nas oficinas e fazemos reparações do mais simples ao mais complexo, seja de uma simples mudança de óleo a uma mudança de motor. Para além disso, estamos abertos todos os dias. E somos uma loja onde se encontra tudo para o automóvel.

Qual é a vossa tipologia de cliente? As mulheres estão a recorrer mais às vossas lojas?

Sim, temos notado um crescimento no público feminino. As mulheres estão cada vez mais a procurar a oficina para as suas viaturas próprias.

Em relação à loja, como funciona a vossa comunicação com o cliente? Apostam no folheto?
Sim, temos folhetos mensais. Mas também estamos presentes na rádio e através de página de Facebook e ainda através do site d’ Os Mosqueteiros. As dúvidas dos consumidores que nos chegam através de Facebook são depois encaminhadas para as lojas mais próximas.

Qual a percentagem de marca própria nas vossas lojas?

Tem um peso de 16%. Por exemplo, a área dos pneus representa uma área grande, e não temos pneus de marca própria. Não é a nossa estratégia, logo essa área tem um grande peso. Para além disso repartimos a nossa faturação com um peso de 15% no serviço.

Está previsto lançarem mais produtos para outras gamas com as vossas marcas?

Queremos que um produto de marca própria seja da mesma qualidade da marca líder e por isso o processo de lançamento demora algum tempo, contudo, estamos a analisar algumas gamas.

Para além dos pneus quais as famílias de ‘produto estrela’ que mais vendem?

As peças técnicas são, a seguir aos pneus, o que tem mais quota de venda. E temos a parte de baterias que também tem muita quota. A loja trabalha em conjunto com a nossa oficina, que se fornece também na loja.

 

Em primeiro lugar é a relação de confiança o que conta mais nesta tipologia de negócio.

 

Quantos colaboradores tem cada loja?

Depende, mas a média é entre 14 a 15 colaboradores por ponto de venda. Há lojas com maior faturação com cerca de 20 colaboradores.

A Roady tem algum programa de fidelização?

Em primeiro lugar é a relação de confiança o que conta mais nesta tipologia de negócio. Ainda não temos cartão de fidelização, mas é um assunto que estamos sempre a discutir. Atualizamos o nosso sistema informático e atualizamos a base de dados dos nossos clientes. De forma a que nós ganhemos tempo e que o nosso cliente seja atendido com maior rapidez.

Qual é a maior dificuldade neste tipo de negócio?

A nossa prioridade é que o cliente tenha confiança na nossa empresa, ou seja, a qualidade de serviço. O preço e os produtos basicamente todos têm. Os clientes vêm à procura da qualidade de serviço, porque sabem que o serviço vai ser bem efetuado.

Assim sendo, como gerem os vossos colaboradores para dar esse serviço?

Na parte do recrutamento tentamos sempre encontrar colaboradores com experiência, mas também damos oportunidades a quem tem menos experiência desde que integrados com outros que a tenham. E depois damos muita formação, tanto técnica como de atendimento ao cliente.

O negócio é o mesmo, a filosofia é a mesma, mas as lojas têm consumidores diferentes. Há muitas diferenças de loja para loja na Roady?

A base é idêntica, mas temos de olhar para o consumidor local. Há lojas que têm uma tipologia de produtos diferentes. Falamos com os nossos clientes e tentamos saber o que eles preferem para ajustar a oferta.

E para 2017, o que esperam para o vosso negócio?

Estamos a prever crescimento, mas a nossa maior preocupação é que a rede de retalhistas esteja saudável. Não nos interessa abrir mais pontos de venda se a estrutura não estiver a funcionar bem. Contudo, esperamos uma tendência de crescimento para 2017.

Qual a vossa quota de mercado?

A área automóvel é uma área complexa, os players são imensos e muitos deles são mais desconhecidos. Gostamos sempre de sublinhar a nossa estrutura porque a realidade é muito diferente de França, onde o conceito foi criado, e onde existem 120 lojas Roady. Só temos uma entidade que estuda quer o mercado quer as tendências do consumidor. Apesar de ser um mercado com muitos players com quem nos conseguimos sentar à mesma mesa e trocar experiências.
Sabemos que somos o centro auto com o maior número de lojas no país e perspetivamos que a nossa quota de mercado deve estar muito próxima de ser líder.

E os vossos clientes são sobretudo clientes finais ou empresas?

Cada empresário está livre de fazer as parcerias com as empresas que quiser. Temos alguns parcerias firmadas com empresas e entidades como a Arval e os associados da ACP.

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