Franchising já representa 3,1% do PIB

 

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O 16.º Censo do Instituto de Informação em Franchising – IIF revela que o franchising continua em crescimento tendo criado 3 600 novos postos de trabalho em 2010 e representando já 3,1% do PIB português.

 

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O 16.º Censo do Instituto de Informação em Franchising – IIF revela que o franchising continua em crescimento tendo criado 3 600 novos postos de trabalho em 2010 e representando já 3,1% do PIB português.

Segundo a diretora do IIF, Andreia Jotta, observou-se em 2010 ao “retomar da expansão em franchising por parte de algumas marcas que estavam ‘passivas’, ao mesmo tempo que algumas marcas mais maduras viram também crescer as suas redes”, afirma na mais recente publicação do IIF.
Surgiram 73 novas marcas no ano passado, somando-se agora 570 em território nacional (mais 8% do que em 2009). Por outro lado 44 marcas encerraram no mesmo ano, não obstante deste ser um número mais reduzido do que os 76 abandonos registados em 2009. “A diminuição deste indicador deve-se essencialmente a uma ‘limpeza’ no mercado que foi efetuada no ano anterior, resultado do forte impacto da situação económico-financeira que se fez sentir na economia portuguesa desde final de 2008/início de 2009”, adianta a diretora.
O setor dos serviços foi identificado como a principal área onde as marcas apostam, com 53,7% deste universo a operar nesse segmento. Já os subsetores líderes são os da formação/ensino, clínicas de estética e saúde e do comércio especializado, como é o caso do negócio emergente de compra e venda de ouro. Segundo Andreia Jotta, o sucesso destas áreas deve-se não só a uma tendência de mercado mas também aos “níveis de investimento mais acessíveis e à existência de um conjunto significativo de profissionais pertencentes a quadros médios/superiores em situação de desemprego”.

Made in Portugal
O Censo do IIF mostra igualmente que o franchising nacional tem vindo a “dar cartas”. 59% do franchising em Portugal corresponde a marcas nacionais, uma percentagem que cresceu 12% desde 2009. Da mesma forma, 75% dos novos conceitos que surgiram no mercado nacional são “made in Portugal”: Estética ou mediação de obras e energias são dois dos conceitos originais que mereceram maior número de franchisados no ano passado.
No que toca às tendências de mercado, Ana Jotta é perentória quando refere os investimentos em negócios low cost como uma aposta que está a ser “consolidada” e que “sem dúvida se irá manter”. Os números apurados comprovam-no: 31% dos novos franchisados de 2010 apostaram em níveis de investimento até 25 mil euros; 30% decidiram-se por negócios entre 25 mil euros e 50 mil euros; e só 23% entre 50 mil euros e 100 mil euros.
Também o aumento das redes por via da conversão de negócios já existentes, a expansão internacional enquanto prioridade estratégica das redes, a aposta no setor dos serviços e uma articulação crescente com a Internet, são tendências identificadas e que se deverão expressar com ênfase crescente.
Em números, a Optivisão liderou no ano passado o ranking das redes com mais unidades abertas, contando até então com 267 lojas. Seguiu-se a esta a 5 à sec, com 266 e a Re/Max, com 221; no ranking de crescimento, a Valores colocou-se em primeiro lugar, tendo atingido as 146 unidades em 2010 (mais 86 do que em 2009), seguindo-se a Não+Pêlo, com 109 unidades (mais 65 do que em 2009) e a Depilstyle, com 55 unidades (mais 45 do que em 2009); no ranking das marcas de baixo investimentos destacou-se a Hoken, com 101 unidades abertas, também a Chip7, com 66 unidades e a Almeida Viagens, com 61 unidades; já o top de redes afiliadas é encabeçado pela Decisões e Soluções, com 115 unidades abertas em 2010, seguida pela ServiFinança, com 76 unidades e a Deutsche Bank, com 73.

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