Educação e momentos lúdicos para todas as idades

Originária da Coreia do Sul, a JumpingClay chegou no final do ano passado a Portugal com um conceito inédito na área educativa. O baixo investimento para arrancar com o negócio é encarado com uma mais-valia crucial para atrair empreendedores em busca de uma solução de autoemprego. 

A crise é vista pelos masters portugueses como uma oportunidade para impulsionar a expansão do negócio. “O desemprego tenderá a aumentar e como tal a necessidade de criar autoemprego irá seguramente crescer. Abrir uma loja JumpingClay poderá ser uma solução, uma vez que estamos a falar de um negócio de baixo investimento”, defende Paulo Rosa.

A marca lançada em 2003 por um casal sul-coreano tem mais de 200 lojas franchisadas na Ásia e iniciou agora a expansão para o mercado europeu e americano.

O conceito de negócio é inédito em Portugal e concilia a vertente de serviços educativos com a venda de produtos especializados de plasticina. A marca entrou em Portugal pelas mãos de Paulo Rosa e Raquel Castelo que detém os direitos para a Península Ibérica.  

Os professores, pais e crianças são os grandes clientes desta marca que se apresenta como uma academia e instituto de arte. Os produtos e os workshops são comercializados nas lojas mas também para escolas, infantários e colégios. “Por outro lado, não deixaremos de formar os professore ou educadores de infância na arte JumpingClay para que possam desenvolver os seus próprios workshops. Os lares de idosos e hospitais poderão também ser potenciais clientes, na medida em que a plasticina e os programas pedagógicos JumpingClay poderão ser utilizados como terapia. Escolas de ensino especial ou associações de Alzheimer poderão igualmente utilizar a plasticina como terapia”, explica Paulo Rosa.

Produto e serviços

A qualidade da plasticina JumpingClay é a primeira mais-valia em destaque. O produto da marca não mancha, não pega nas mãos, não é tóxica e tem uma fragrância terapêutica que acalma e ajuda a eliminar a ansiedade.

O produto é comercializado em kits e os clientes podem participar em workshops para diferentes faixas etárias. Os programas desenvolvidos pela marca incluem atelier infantil direcionado a crianças dos três aos sete anos, o elementar (mais de sete anos), cursos para instrutores, workshop de tempos livres e programas para festas desenvolvidos à medida para o cliente. A marca desenvolve também ateliers de terapia destinados a pessoas com necessidades especiais desde idosos, a doentes de Alzheimer ou outras incapacidades.

É na abordagem que faz ao mercado que a JumpingClay acredita poder ‘fintar’ a crise. “Devido à dinâmica do negócio, à falta de concorrência e aos preços altamente competitivos, acreditamos que a crise poderá ser um fator impulsionador do negócio. Passo a explicar: em primeiro lugar a JumpingClay visa introduzir um novo conceito de educação pela arte e o alvo principal serão as crianças. Por norma, os pais não cortam na educação e bem-estar dos seus filhos”, defende Paulo Rosa.

JumpingClay em Portugal

Os objetivos de crescimento passam pela abertura de 40 lojas em cinco anos.

Procuram franchisados com gosto pela área educativa e com capacidade para investirem 15 mil euros. Este valor inclui o direito de entrada, equipamento informático e software, obras e decoração da loja. O stock inicial varia entre os três e os seis mil euros, dependendo da área da loja. “Para uma loja de 35 m2 aconselhamos cerca de três mil euros que dará para três meses aproximadamente. Não existe qualquer mínimo de compras”, esclarece o master.

Os apoios ao franchisado abrangem um plano de formação inicial de três semanas (89 horas letivas) em que são abordados temas como as características da plasticina, técnicas utilizadas e programas pedagógicos. “Após as três semanas, o futuro franchisado terá ainda mais uma semana de modelagem em casa onde realizará um projeto final com vista a obtenção do certificado referente ao curso de instrutor JumpingClay. Os futuros franchisados só estarão aptos a abrir uma loja depois de devidamente certificados”, conclui Paulo Rosa. ISA AMARAL