Empresas usam as redes sociais essencialmente para promover as suas marcas

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As redes de franchising já se renderam à web social. “As ferramentas que a comunicação 2.0 oferece ao nível do trabalho colaborativo, por exemplo, são excelentes para diminuir as distâncias e promover a coesão em torno do conceito”, explica a CEO da Comunicarte, Ana Sofia Gomes, à NEGÓCIOS&FRANCHISING.

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As redes de franchising já se renderam à web social. “As ferramentas que a comunicação 2.0 oferece ao nível do trabalho colaborativo, por exemplo, são excelentes para diminuir as distâncias e promover a coesão em torno do conceito”, explica a CEO da Comunicarte, Ana Sofia Gomes, à NEGÓCIOS&FRANCHISING.

Recentemente, a Comunicarte e as Edições Sílabo lançaram o livro “Webtrends – 10 cases made in Web 2.0”, que dedica uma parte ao estudo da comunicação 2.0 no Franchising em Portugal.
Uma das conclusões do livro, coordenado por Ana Sofia Gomes, é que 77% das marcas de franchising utilizam com frequência a web social, mas também conclui que as empresas do setor ainda não se “instalaram” no second life.
A comunicadora admite que a maior parte das organizações estão nas redes sociais, essencialmente, para promover as suas marcas: “Algumas fá-lo-ão corretamente e de acordo com uma estratégia predefinida, outras nem tanto”. Daí que a responsável não estranhe o facto de desperdiçarem a “fantástica ferramenta” que é o Second Life. “Além disso, esta é uma plataforma que requer algum investimento”, acrescenta.  
O Webtrends, que “nasceu” para assinalar o 10º aniversário da agência de comunicação, está dividido em três fases. A primeira consiste num processo de introdução e contextualização, incluindo a "história da internet". A segunda parte aborda as tendências web em dez áreas setoriais diferentes: marketing e publicidade, comunicação social, empresas e negócios, sociedade, educação, política, saúde, cultura, lazer e religião. Estas análises incluem casos práticos portugueses e entrevistas com especialistas da área, além de algumas tendências relevantes. A terceira e última parte estuda a comunicação 2.0 no franchising em Portugal.
Como explica a líder, a equipa da Comunicarte quis editar um livro, “cuja temática não se encerrasse na marca Comunicarte, mas fosse um contributo para aprofundar o conhecimento na área da comunicação e do marketing, mas também nos principais setores em que nos movimentos enquanto consultores de comunicação”

Tecnologias derrubam barreiras

É inegável que o mundo digital está revolucionar a forma como as empresas comunicam. “Setores como o marketing, a publicidade ou média estão a passar por uma revolução, que ainda só agora começou e que irá alterar rotinas, modelos de negócio, profissões e, sobretudo, a forma como várias empresas promovem as suas marcas”, afirma Ana Sofia Gomes, dando o exemplo do Linkedin que “já é encarado como uma ferramenta essencial” no mundo dos negócios.
A entrevistada salienta que as plataformas colaborativas são, muitas vezes, vistas pelos empresários como uma oportunidade para melhor a comunicação entre os colaboradores da empresa, mas também com clientes e fornecedores. “As tecnologias impõem-se para derrubar barreiras hierárquicas”, realça. Acrescentando que esta revolução é contudo silenciosa e nem sequer é imediata: “Os seus efeitos não são automaticamente visíveis. Enfrenta barreiras – sobretudo, de investimento, de mentalidade e de conhecimento, mas é já inevitável”.
Mas será que hoje em dia a #web# já assume um papel fundamental na vida das empresas? “Ainda não assume um papel assim tão determinante apesar das enormes potencialidades que poderá trazer e não falamos apenas das redes sociais, mas de diversas plataformas colaborativas que podem contribuir para uma maior cooperação no trabalho e até para que se derrubem determinadas barreiras hierárquicas”, esclarece Ana Sofia.
A CEO vai mais longe ao explicar que a internet pode assumir um papel extraordinário no caso de empresas que não têm recursos para existir fisicamente ou para as PME terem uma montra dos seus produtos para o mundo. Contudo a empresária ressalva que estas práticas ainda não são comuns, embora se verifiquem cada vez mais. Sobretudo porque em Portugal “ainda nos guiamos pelo ditado de que o segredo é a alma do negócio. Partilhar conhecimento não faz ainda parte, portanto, da mentalidade de muitos empresários”, justifica.

Perfil

Ana Sofia Gomes é licenciada em Comunicação Social pela Universidade do Minho, mas não ingressou no curso com o intuito de ser jornalista. O que verdadeiramente a fascina são todas as variantes que a comunicação pode ter nos dias que correm.
Depois de uma breve passagem por duas agências de comunicação no Porto, Ana Sofia sabia que era altura de dar o salto e liderar a sua própria empresa. Pelo caminho ainda concluiu uma pós-graduação em Marketing, no Instituto Português de Administração e Marketing.
Em 2000, fundou a Comunicarte e é ainda hoje a sua diretora-geral. É, neste papel, que coordena “Web Trends – 10 cases made in web 2.0”, editado pela Comunicarte Publishing.
A comemorar uma década à frente da empresa, o objetivo de Ana Sofia agora é entrar em novos territórios, contudo não será só uma expansão física mas também em ambiente virtual.