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Estudo defende que retalho deve reavaliar o seu enfoque nas cadeias de abastecimento para sobreviver

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Um paper divulgado recentemente pela DHL defende que o setor de atividade do retalho e dos produtos de consumo deve reavaliar o seu enfoque no que diz respeito a cadeias de abastecimento e de logística, de forma a sobreviver ao “efeito borboleta” dos consumidores disruptores.

Da autoria de Lisa Harrington, Presidente do Grupo lharrington  LLC, e intitulado “Consumer as Disrupter”, o estudo identifica os atuais consumidores, com acesso a meios digitais, como uma importante fonte de perturbação nas cadeias de abastecimento e defende a necessidade de se introduzir um nível de flexibilidade na logística do sector que permita gerir essas ruturas de uma forma adaptável aos consumidores e eficiente em termos de custos.

De acordo com a DHL, o “efeito borboleta” acontece “quando uma pequena mudança num ponto localizado da cadeia de abastecimento provoca consequências mais amplas para o negócio, como seja a perda de clientes ou alterações na reputação da marca e biliões de dólares de perda nos objetivos empresariais.”

O estudo de Lisa Harrington identifica as principais tendências que estão a influenciar globalmente o sector, permitindo compreender a necessidade de evolução das cadeias de abastecimento no sentido de as proteger contra tais eventualidades. Lisa Harrington afirma que “podemos observar que o comportamento de compra dos consumidores está a mudar rapidamente e é muitas vezes imprevisível – potenciado pela internet, pela conectividade móvel e pelo crescente poder de compra – está a transformar a volatilidade e a complexidade na norma e não na exceção no sector do retalho e dos produtos de consumo. Da mesma forma, tal como a loja da esquina deu lugar aos grandes armazéns retalhistas, o crescimento global das telecomunicações revolucionou o número de canais à disposição dos consumidores e deu lugar a padrões de compra pelos consumidores altamente voláteis e imprevisíveis. O resultado são canais de venda fragmentados, solicitações escaladas de serviço, ciclos de vida dos produtos mais curtos, maiores pressões sobre custos e margens e novos desafios de produção para as empresas”.

Tom Kimball, Vice-presidente sénior do Global Consumer Setor da DHL Supply Chain, refere que “neste setor, a resiliência é contingente de ter uma estrutura simples, mas mantendo o acesso a toda a escala e a capacidade numa base “on-call”. É claro que os retalhistas e os fabricantes de produtos de consumo devem repensar as suas cadeias de abastecimento com vista a definir um conjunto de opções, como tolerância aos riscos e a capacidade de suportar a flexibilidade eficiente em termos de custos. Isto permitirá que as suas cadeias de abastecimento sejam suficientemente resilientes para resistir a choques, suficientemente ágeis para responder rapidamente a mudanças súbitas ou inesperadas, suficientemente flexíveis para personalizar produtos e suficientemente eficientes para proteger as suas margens”. 

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