Nata…abre a primeira loja em Lisboa

Ovos, natas, açúcar, margarina e farinha são os ingredientes do bolo a que poucos resistem e que todas as pastelarias nacionais fazem questão de apresentar entre mil-folhas, bolos de arroz e outras iguarias açucaradas.  

O franchising olha agora com atenção para este produto que brilha por onde passa e alcançou estatuto de embaixador da doçaria nacional. O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, lançou o desafio de se internacionalizar “os natas” e houve quem o agarrasse.

A Bebusiness, empresa que gere as redes Square Imobiliária, Square Obras, Bloem e Wine Elements, prepara-se para inaugurar em junho a loja-piloto do Nata e dar arranque à expansão da primeira cadeia em franchising que faz do pastel de nata o seu produto estrela.

As lojas além de comercializarem pastéis de nata, irão ter nos seus menus, o capilé, a limonada, a bica, a ginjinha, chá, o galão e a torrada e pão quente. Sabores portugueses e de Lisboa que se pretendem levar para outros pontos do País e do mundo.

 

Um nata lisboeta

Para abrir um Nata é preciso uma loja a partir de 50 m2, com pouco lugares sentados e uma localização que seja ponto de passagem de turistas.

“Portugal recebe cerca de 12 milhões de turistas. Sabemos onde eles estão e o que procuram. O nosso foco é num produto de sedução, na cidade de Lisboa, a sua riqueza e herança cultural, sendo natural que agrade a quem nos vista. Mas também agradará aos portugueses. Queremos passar a mensagem que o franchising é a democratização da qualidade”, afirma João Cunha, administrador da Bebusiness

“As varandas da cidade foram o ponto de partida para o logo do Nata” e o conceito “vende a cidade de Lisboa e os seus valores culturais”, explica o responsável.

Os tons amarelos a lembrar o delicioso creme do pastel de nata e as madeiras escuras decoram as lojas elegantes do Nata lisboeta.

Aos franchisados, a Bebusiness propõe um negócio com um investimento inicial na ordem dos €37 500 chave-na-mão e a previsão de retorno no prazo de um ano.

O grupo garante apoio inicial e contínuo, formação inicial na área técnica e comportamental e cobra 5% de royalties.

Os produtos são pré cozinhados numa unidade fabril e terminados no local. A ideia é ter um sistema de manuseamento muito simples e garantir o padrão de qualidade de um produto como o pastel de nata.

O plano de abertura de lojas aponta para 10 unidades numa primeira fase e mais 10 a 15 no próximo ano.

Mas os olhos já estão postos lá fora. “O potencial de internacionalização é imperdível pela notoriedade do produto. A saída será sempre através de masters, exceto no Brasil, em que pretendemos arrancar com uma unidade-própria e depois masters regionais”, diz o administrador da Bebusiness. ISA AMARAL