“Uma estratégia nacional para a lusofonia”

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/images/textoimagens/fullsize/3146.jpg “A ANJE, através deste congresso, está a promover uma das linhas estratégicas para o crescimento económico do país: a internacionalização”, declara à NEGÓCIOS&FRANCHISING o presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Francisco Maria Balsemão".

 

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“A ANJE, através deste congresso, está a promover uma das linhas estratégicas para o crescimento económico do país: a internacionalização”, declara à NEGÓCIOS&FRANCHISING o presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Francisco Maria Balsemão, explicando que o grande objetivo do Congresso do Empreendedor Lusófono, que decorre na Alfândega do Porto até este sábado, “é contribuir para a criação de uma estratégia nacional para a lusofonia”.

NEGÓCIOS&FRANCHISING
– Quais os objetivos deste Congresso? Qual a importância da realização deste congresso em Portugal no momento que o país atravessa?

FRANCISCO MARIA BALSEMÃO – O grande objetivo deste congresso é contribuir para a criação de uma estratégia nacional para a lusofonia, que assente em fatores de crescimento económico como o empreendedorismo e a inovação, a investigação científica e a transferência de tecnologia, o investimento produtivo e a sustentabilidade ambiental. Para tanto, reunimos importantes agentes económicos dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), nomeadamente dirigentes de associações nossas congéneres, de forma a promover a cooperação empresarial e, através dela, o desenvolvimento de projetos concretos de investimento produtivo.
Numa altura em que se conhecem os termos do programa de assistência financeira a Portugal, é reconfortante verificar que a ANJE, através deste congresso, está a promover uma das linhas estratégicas para o crescimento económico do país: a internacionalização. A ANJE convidou para este congresso importantes agentes económicos da lusofonia, espaço que encerra enormes potencialidades de investimento e comercialização para as empresas portuguesas. Neste congresso temos, portanto, massa crítica para desenvolver ideias e projetos de cooperação empresarial dentro do mundo lusófono, o que consubstancia um claro contributo para a estratégia portuguesa de recuperação económica.    
 
N&F – Espera a concretização de novos negócios e parcerias de internacionalização durante os clusters empresariais? Como foram definidos estes clusters como prioritários?

FMB – A possibilidade de potenciar novos negócios e intercâmbios é, sem dúvida, um dos nossos principais objetivos. Foi nesse sentido que apostámos nas Reuniões de Clusters Empresariais. Estas iniciativas estão a desenrolar-se num ambiente propício à troca de experiências e contactos voltados para a identificação de parceiros, clientes, fornecedores e financiadores.
Os clusters selecionados para as reuniões setoriais [Turismo, Moda, Produtos Alimentares, Materiais e Construção Civil, Biotecnologia, Economia do Mar, TICE, Indústrias Criativas, Mobiliário e Energias Renováveis] partiram de uma análise prévia dos mercados lusófonos, das suas relações comerciais, nomeadamente com Portugal, e das suas principais apostas e necessidades em termos de importação e exportação. Por isso mesmo, das áreas mais tradicionais da economia às mais tecnológicas, todos os setores de negócio estarão contemplados no congresso.

 

N&F – Quantas pessoas/empresas estão presentes e de quantos países?
FMB – O Congresso do Empreendedor Lusófono envolve um total de 600 pessoas, entre empresários, gestores, congressistas, players dos clusters empresariais e múltiplos representantes oriundos do meio associativo, político, económico e académico. Temos participantes do Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde, numa comitiva constituída por mais de uma centena de jovens empreendedores. Para além obviamente da massiva presença dos empreendedores nacionais.

 

N&F – Está previsto um próximo Congresso? Quando e Onde?
FMB – O próprio Congresso tem a sua continuidade assegurada pelas associações envolvidas, cabendo a cada uma delas nomear um coordenador interno, que terá a responsabilidade de acompanhar de perto os contactos empresariais estabelecidos. Tratar-se-á de um apoio efetivo ao empresário, quer ao nível do networking, quer ao nível do acompanhamento técnico, minimizando dificuldades associadas a questões legais e burocráticas.
De resto, o Congresso do Empreendedor Lusófono prosseguirá a sua missão, realizando-se anualmente em países diferentes, com a chancela das associações empresariais dos diversos países de língua portuguesa. O Congresso do Empreendedor Lusófono 2012 realizar-se-á no Brasil, sendo que Angola já manifestou vontade de acolher a iniciativa em 2013.

EMÍLIA FREIRE

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