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Vem aí a retoma, diz Comissão Europeia

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O crescimento económico na União Europeia este ano está a ser impulsionado por uma conjuntura económica favorável. Pelo menos é o que defende a Comissão Europeia, que divulgou esta semana as previsões económicas da primavera de 2015 que indicam que “vários fatores têm contribuído para dinamizar uma retoma conjuntural na UE.”

Segundo o relatório da Comissão Europeia, as economias europeias têm vindo a beneficiar da conjugação em simultâneo de vários fatores favoráveis. “Os preços do petróleo mantêm-se a níveis relativamente baixos, o crescimento mundial é estável, o Euro continua a desvalorizar-se e prosseguem as políticas económicas de apoio na UE. Quanto à vertente monetária, as medidas de flexibilização quantitativa adotadas pelo Banco Central Europeu têm tido um impacto significativo nos mercados, tendo contribuído para a descida das taxas de juro e a criação de expectativas quanto à melhoria das condições de concessão de crédito”, revelam as previsões europeias.

A prossecução das reformas estruturais e o Plano de Investimento para a Europa deverão igualmente surtir efeito ao longo do tempo, acredita a Comissão Europeia. Em consequência, o PIB real em 2015 deverá aumentar 1,8 % na UE e 1,5 % na Zona Euro, o que corresponde, respetivamente, a um aumento de 0,1 e 0,2 pontos percentuais em relação às projeções realizadas há três meses. Para 2016, as previsões da Comissão Europeia apontam para um crescimento de 2,1 % na UE e de 1,9 % na Zona Euro.

De acordo com a Comissão Europeia, a procura interna será o principal fator a contribuir para o crescimento, prevendo-se também uma aceleração da procura privada este ano e uma retoma do investimento no próximo ano.

O Vice-Presidente responsável pelo Euro e Diálogo Social, Valdis Dombrovskis, refere a este propósito que “a retoma das economias europeias tem vindo a reforçar-se. Apesar de esta evolução ser positiva, devemos assegurar-nos que o crescimento seja duradouro e sustentável. Para o efeito, impõe-se prosseguir a abordagem aprovada a nível da UE, que se centra em três prioridades: reformas estruturais, aumento do investimento e promoção da responsabilidade orçamental, dando simultaneamente resposta aos desafios específicos a cada país. As recomendações específicas por país a apresentar pela Comissão Europeia em meados de maio constituirão igualmente outro passo importante para a formulação de políticas favoráveis ao crescimento destinadas a concretizar esta abordagem na prática.”

Por sua vez, o Comissário responsável pelos Assuntos Económicos e Financeiros, Fiscalidade e União Aduaneira, Pierre Moscovici, defende que “esta primavera, a economia europeia tem vindo a beneficiar da sua melhor conjuntura ao longo dos últimos anos, sendo a retoma apoiada tanto por fatores externos como pelas medidas estratégicas que começam a surtir efeito. Mas impõe-se ainda redobrar esforços para que esta retoma não seja um fenómeno meramente sazonal. A consecução de objetivos em matéria de investimento e reformas, bem como a prossecução de políticas orçamentais responsáveis, são essenciais para assegurar o emprego e o crescimento duradouros que a Europa requer.”

Crescimento económico desigual entre os países

As previsões indicam que todos os países da UE deverão beneficiar destes fatores económicos positivos, contudo, a medida em que cada economia beneficiará dos mesmos dependerá “da sua capacidade de ajustamento à descida dos preços do petróleo e à desvalorização do Euro.”

“A política de flexibilização quantitativa do BCE é suscetível de ter um maior impacto nos países que anteriormente estavam sujeitos a condições de financiamento restritivas. Nalguns Estados Membros, todavia, as reservas de fundos próprios relativamente limitadas e os elevados níveis de empréstimos de má qualidade poderão vir a reduzir o impacto positivo da flexibilização quantitativa no domínio dos empréstimos bancários”, prossegue o relatório da Comissão Europeia.

Inflação deverá aumentar este ano

A Comissão Europeia prevê também que a inflação se mantenha próxima de zero no primeiro semestre de 2015, devido sobretudo à descida dos preços da energia. Os preços no consumidor deverão, porém, aumentar no segundo semestre do ano, assistindo-se a um incremento ainda mais acentuado em 2016, à medida que a procura interna se intensifique, os diferenciais do produto diminuam, os efeitos decorrentes dos preços mais baixos das matérias-primas se atenuem e a desvalorização do Euro desencadeie um aumento dos preços de importação. “Prevê-se um aumento da inflação homóloga, tanto na UE como na área do Euro, que deverá passar de 0,1 % este ano para 1,5 % em 2016”, revela.

Leia o relatório completo.

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