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Beleza natural

/images/textoimagens/fullsize/2468.jpg O interesse progressivo dos consumidores pela cosmética natural tem trazido diversas marcas a Portugal, nos últimos anos, muitas das quais através do sistema de franchising. Por regra, dois motivos levam os empreendedores portugueses a entrar no negócio da cosmética natural: a oportunidade de negócio, associada à crescente procura e ainda reduzida oferta, e o gosto pessoal pela área de produtos naturais. As perspectivas de futuro são optimistas.

Para além da mulher, consumidor de eleição deste tipo de produtos, o mercado abriu-se aos homens, às crianças, aos adolescentes e à população sénior. Um motivo importante da expansão deste mercado é "o facto de ter existido um potencial alargamento ao consumidor masculino", confirma Paulo Pinto, master da Bottega Verde. A par, assiste-se à "evolução no mercado sénior, por questões do crescimento demográfico, e a um crescimento sustentado no mercado infantil, com especial relevo no juvenil".

Enquanto o consumo nos mercados ditos "maduros" estabiliza, o potencial de crescimento do mercado de cosmética está agora nos países emergentes, revela um relatório sobre o sector da cosmética a nível mundial, publicado em Maio de 2008 pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Instituto de Economia, Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (Brasil), que é citado no relatório "Expocosmética" da AEP - Associação Empresarial Portuguesa, de Fevereiro de 2009.

Enquanto entre 2000 e 2006 o mercado mundial de cosmética cresceu a uma taxa média anual de 5,6%, o crescimento em países como o Brasil ou a China foi mais do dobro, cerca de 13%. Em 2007, a Rússia entrou para o "clube" dos dez principais mercados de cosmética.

Ainda assim, países como os EUA, o Japão e os da União Europeia, continuam a dominar a produção e o comércio destes produtos. Este é um sector de marcas globais, onde é fundamental "o domínio de activos comerciais importantes, em especial para a criação de marcas e o desenvolvimento de canais de comercialização adequados aos hábitos de consumo de cada região", segundo o estudo.

Mercado concentrado

O mercado português de perfumaria e cosmética vale 725 milhões de euros e está concentrado em grandes multinacionais, de acordo com um estudo sobre o mercado ibérico de perfumaria e cosmética recentemente lançado pela empresa espanhola de análise sectorial e de concorrência, DBK. Em 2008, as cinco maiores empresas - L'Oréal, Puig, Procter & Gamble, Unilever e Coty - representaram quase 60% do total de vendas.

A distribuição moderna tem assumido um papel de relevo na venda de produtos de higiene e beleza em Portugal e tem sido o canal responsável pelo crescimento mais dinâmico nas últimas décadas.

No retalho especializado, assistiu-se a "uma transformação, designadamente através do surgimento das chamadas megaperfumarias e das parafarmácias, um novo tipo de loja em muito impulsionado pelas cadeias internacionais, e de redes de franchising".

No negócio por gosto

A cosmética natural em Portugal é indissociável de marcas como a inglesa The Body Shop e a brasileira O Boticário, duas marcas pioneiras no franchising nacional e com grande expressão no mercado.

Mas o interesse progressivo dos consumidores pela cosmética natural tem trazido diversas marcas para Portugal. Algumas dedicam-se à comercialização de vastas gamas de produtos, como cremes para o rosto ou corpo, produtos para o cabelo, perfumes, acessórios ou maquilhagem. Outras optam por se especializar em artigos muito específicos, por exemplo sabonetes artesanais.

 "A criadora da Abacate, Paula Alexandre Silva, sempre foi uma fã incondicional de tudo o que é natural", explica Maurício Silva, responsável de marketing e franchising. A marca criada em 2006 comercializa sabonetes artesanais e produtos de aromaterapia.

Continuar a crescer

"Existe potencial para crescer, principalmente em zonas cosmopolitas, com constante assiduidade de público, seja em loja tradicional de rua ou em centro comercial", considera Maurício Silva, da Abacate. 

Paulo Pinto atribui o crescimento comercial da Bottega Verde "ao facto de a marca começar a ser reconhecida pela qualidade e oferta dos seus produtos, assim como a relação preço/qualidade". Na sua opinião, o feed back por parte do consumidor ao conceito é "excelente", de tal forma que "hoje em Portugal não existem zonas geográficas específicas para a implementação do nosso conceito".

Também a Rituals, marca holandesa que chegou a Portugal em 2004, comercializando uma grande diversidade de gamas de produto (body care, skin care, make-up, chás, artigos para casa e têxtil) prevê crescer em 2010. SANDRA COSTA

FONTE: NEGÓCIOS & FRANCHISING

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