Maxfinance: "Temos de ser mais proactivos e menos reactivos"
João Martins, director-geral da Maxfinance, conversou com a Negócios & Franchising sobre a expansão da rede, o feedback do franchisado e ainda sobre a crise financeira que se faz sentir um pouco por toda a parte. Segundo João Martins, apesar de ainda não se reflectir muito na economia, a confiança a surgir novamente nos investidores.
Negócios & Franchising- Como e quando surgiu a MaxFinance? João Martins- A Maxfinance surgiu em 2008, associada ao conceito de consultoria financeira preventiva. É uma área que tem vindo a ganhar espaço no mercado e a trabalhar, cada vez mais, no sentido dar um curso de literacia financeira, diminuindo os impactos negativos da falta deste tipo de conhecimento. N&F- Actualmente têm quantas lojas? JM- Temos 41 franchisados, 36 agências abertas e uma rede de 80 postos de venda. N&F- Estão previstas novas aberturas para breve? JM- Estamos já a trabalhar as aberturas de Faro, Loulé, Leiria, Montalegre, Braga, Póvoa do Varzim, Vila do Conde e Famalicão. O nosso objectivo é cobrir todas as capitais de distrito do nosso país, obviamente com uma maior concentração no litoral e nas zonas de grandes aglomerados populacionais (Lisboa e Porto). N&F- Representa um investimento de quanto? O que inclui? JM- O direito de entrada 20 mil euros mais IVA, com obras o investimento pode chegar aos 35 ou 40 mil euros. Não é chave-na-mão. É o próprio franchisado que vai escolher. Nós damos-lhe o layout e o manual de normas. Dizemos-lhe como é que queremos a recepção, o balcão, o layout, os materiais de apoio e o restante parte do franchisado. N&F- Qual é o perfil dos vossos franchisados? JM- Queremos que sejam pessoas oriundas da área financeira ou contabilidade. Também privilegiamos os franchisados cuja directiva seja uma especialização em gestão de pessoas e comerciais. N&F- Como é a vossa relação com estes? JM- Temos uma relação de proximidade. As nossas duas grandes prioridades são a expansão da rede com uma cobertura nacional e ter um posicionamento de mercado que seja trabalhar para a liderança do mercado. Isto através de uma estrutura de apoio a nível do franchising. Temos uma pessoa responsável que acompanha o franchisado, faz visitas, acompanha-o diariamente. N&F- A actual crise financeira teve reflexo a nível do surgimento de novos franchisados? JM- Sim, a actual crise financeira reflecte-se na economia e sobretudo numa descrença do investidor. Todas as medidas necessárias têm sido tomadas a nível global. Estamos agora a sentir que se começa, outra vez, a ganhar confiança. Na economia ainda não está a reflectir-se, ao nível que nós gostariamos, devido a alguma desconfiança não só do consumidor mas também dos pares. A recuperação é sempre mais lenta. Quando o mercado voltar a ter confiança a economia vai começar a crescer. N&F- Qual o serviço que mais procuram? JM- Vivemos numa situação em que culturalmente a consultoria financeira estava ligada a acidentes e dificuldades, estamos cada vez mais a tentar contrariar isso. Gostavamos de ver entrar nas lojas e a recorrer com naturalidade a este serviço. Vamos o check-up financeiro online, onde qualquer pessoa pode fazer o seu check-up financeiro como faz o seu check-up médico. O resultado vai ser um vermelho, um amarelo ou um verde. No verde vai receber um "parabéns", achamos que está bem e que deve fazer um aforro. No amarelo dizemos "cuidado", ao menor imprevisto a sua situação financeira pode derrapar. Nos últimos tempos perdeu-se a cultura de aforro. Com esta mudança passámos a viver a vida no limite do orçamento familiar. É preciso ser portador de uma nova cultura, a consultoria financeira, que é uma cultura preventiva e de futuro. Temos de ser mais proactivos e menos reactivos. N&F- Qual o feedback dos franchisados? JM- Os nossos franchisados estão muito motivados. A grande maioria deles que já passou esta fase inicial que é marcada pela aprendizagem, o investimento e o nervosismo do lançamento. Uma vez ultrapassada esta fase os nossos franchisados estão muito contentes. Nas visitas que fazemos às agências se verificarmos alguma dificuldade actuamos imediatamente.
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