APCC diz que setor “não suporta mais paragens”

Já antes da realização do Conselho de Ministros Extraordinário, realizado no passada sábado (31 de outubro), a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) apelara ao Governo para que na sua análise tivesse em conta a necessidade de conciliar as medidas de segurança e saúde pública com continuação do funcionamento da economia portuguesa.

“A economia portuguesa, o sector dos centros comerciais e as empresas não suportam mais paragens de funcionamento forçadas. Estas situações provocam prejuízos avultados, perdas de emprego no sector e contribuem para o desacelerar da economia”, alerta António Sampaio de Mattos, presidente da APCC.

Com as atuais medidas, a implementar a partir do dia 4 de novembro, a afetarem 121 concelhos, correspondendo a mais d e7 milhões de habitantes, as medidas anunciadas pelo Primeiro-Ministro, António Costa, referiam o encerramento dos estabelecimentos comerciais até às 22 horas, embora persistam dúvidas até o final da reunião do Chefe de Governo com o Presidente da República, a realizar hoje, 2 de novembro, no Palácio de Belém.

A APCC alerta para o facto de que medidas que possam restringir mais os horários dos centros comerciais, “são contraproducentes, pois contribuem para uma maior concentração de pessoas em determinados momentos do dia”. Por essa razão, a Associação defende a manutenção de horários mais alargados nos centros comerciais.

A APCC salienta que os centros comerciais nacionais são “ambientes seguros e controlados, tendo realizado uma transformação, por via de elevados investimentos, para maximizar a segurança, o distanciamento social, bem como o cumprimento de todas regras sanitárias”.

Com esta vertente da segurança sanitária certificada por várias organizações nacionais e internacionais de referência, que atestam estes espaços como locais seguros, a APCC é da opinião que “não será compreensível qualquer medida de maior restrição da atividade do sector”.

Recorde-se que o sector dos centros comerciais tem um impacto direto e indireto de mais de 5% no PIB português e que medidas que condicionam ainda mais a sua atividade “têm consequências na economia e no PIB nacional, para além de poderem afetar irremediavelmente os elevados níveis de empregabilidade desta indústria”, conclui a APCC.

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