Compras através de chatbots atingirão 125 mil milhões de euros em 2024

Compras através de chatbots atingirão 125 mil milhões de euros em 2024

As compras no retalho através de chatbots deverão ultrapassar os 140 mil milhões de dólares (cerca de 125 mil milhões de euros), em 2024, refere um recente estudo da Juniper Research. Isto significa um aumento drástico, tendo em consideração que o valor, em 2019, não chegou aos 3 mil milhões de dólares, ou seja, um pouco mais de 2,6 mil milhões de euros, correspondendo a uma subida anual superior a 400% nos próximos quatro anos.

A análise da Juniper Research identificou o setor do retalho como um dos principais beneficiários dos avanços nas tecnologias NLU (Natural Language Understanding), prevendo que seria essencial para fornecer uma experiência perfeita para os utilizadores e estabelecer os chatbots como um canal confiável, pois permite que processem com eficiência inputs humanos e produzam respostas automatizadas mais precisas.

A Juniper prevê ainda que os avanços nos recursos da NLU impulsionarão a eficácia dos chatbots, estimando que mais de 50% das interações do chatbot no retalho serão concluídas com sucesso até 2024, sem a necessidade de intervenção humana. Como resultado, a pesquisa insta os retalhistas a implementar chatbots como parte de uma estratégia omnichannel mais ampla, a fim de maximizar a sua presença em vários canais importantes de retalho.

Além disso, a análise constatou que 80% dos gastos globais do consumidor em chatbots serão atribuídos a chatbots discretos até 2024. Ou seja, estes serão incorporados diretamente na aplicação móvel do retalhista, em vez de acedidos através de um navegador ou aplicação de mensagens.

Finalmente, a Juniper admite que 70% da utilização global de chatbots, até 2024, aconteça no Extremo Oriente e China. Além disso, mais de 80 mil milhões de dólares serão gastos no retalho via chatbots na China, em 2024; representando mais de 55% dos gastos globais com chatbots nesse ano. No entanto, a análise destaca que esse valor representará apenas cerca de 4% do total de gastos móveis e online em bens digitais e físicos na região.