Bolo do Caco, o original

Da Madeira para o mundo, a rede Caco, o Original conta já com sete unidades em Portugal e pretende chegar às 20 até ao final do ano. Para 2016, a meta é a internacionalização.

Texto: Ana Tavares

 

A história da rede Caco, o Original começou no ano passado, com a ida à Madeira de um grupo de amigos que voltaram a comer bolo do caco 17 anos depois de o provarem pela primeira vez. A diferença é que, desta vez, resolveram abrir um negócio à volta desta iguaria insular. Mantendo a receita tradicional, este grupo de amigos – composto por José Palma, Nuno Abreu e Paulo Pedrosa – fez mesmo estudos para criar receitas únicas com bolo do caco, vendendo vários hamburgueres e sanduíches no dito bolo, mas também croissants e outra pastelaria. Assim nasceu a primeira unidade do Caco, o Original, em Leiria, em 2014.

Agora, a marca já conta com sete unidades, tanto em centros comerciais, como no caso de Leiria, mas também em lojas de rua, em Benfica, Campo de Ourique e até Faro. “Temos testado o negócio em diferentes formatos e localizações e a verdade é que cada unidade que abrimos tem, invariavelmente, tido sucesso”, garante Nuno Ribeiro, diretor comercial da TeamPartner e consultor de franchising da Caco.

Paralelamente à apresentação da marca em regime de franquia – a rede espera ter 20 unidades em funcionamento até ao final do ano, em cidades como Coimbra, mas também em zonas prioritárias, como Porto e Aveiro -, a Caco está já a estudar a abertura de novas unidades próprias, bem como uma potencial internacionalização da marca em 2016. “É curioso, porque já antes de termos optado pelo franchising tínhamos investidores interessados em abrir uma unidade da Caco, o que permite antever uma expansão muito interessante para a marca,” disse Nuno Ribeiro.

Um dos grandes trunfos da marca é o seu conceito, que o consultor descreve como “fresco, alegre e de sabores profundamente portugueses”.

Além disso, a rede conjuga três negócios num só – padaria, snack bar e hamburgueria – que funciona ininterruptamente desde o pequeno-almoço até ao jantar. “Tratando-se de um negócio que gira à volta de um produto tradicional e genuinamente português, o próprio negócio beneficia de um reconhecimento público e de uma empatia junto do consumidor.”

 Franchising Caco, o original

Dois formatos de franquia

Quanto ao modelo de negócio, a Caco conta com dois níveis de investimento: uma unidade completa com padaria, snack bar e hamburgueria que implica um investimento total de €40 000, e um quiosque, que não serve hamburgueres (mas tem outras opções de refeição) e que custa cerca de €22 000. “Devo dizer que esta última versão, não obstante o reduzido investimento, permite rentabilidades mensais extremamente atrativas”, garantiu Nuno Ribeiro.

A estes valores de investimento correspondem ainda diferentes taxas de publicidade e de royalties: no primeiro caso, a taxa é de €100 e os royalties de €400; no segundo, para o formato quiosque, os valores são de €100 e €350, respetivamente. Já o retorno é feito em cerca de 18 meses: “Todos os dados financeiros que apresentamos são baseados na contabilidade histórica das nossas unidades, logo não fazemos previsões, apresentamos antes factos que dão força às nossas afirmações. As nossas unidades faturam €180 000 euros no primeiro ano e €200 000 no segundo ano. Os quiosques são mais recentes e, portanto, ainda não temos dados anuais.”

A marca diz ainda aceitar franquiados com experiências profissionais variadas, embora Nuno Ribeiro admita que esta oportunidade de investimento se enquadra bem na situação de autoemprego. “Os níveis de rentabilidade do negócio são extremamente aliciantes e este foi preparado para ser de simples gestão, logo vamos ter muitos franchisados que não trabalham na parte operacional do negócio, pois as margens sobram para que se possa fazer apenas gestão”, disse.

Os franchisados da marca serão ainda acompanhados pela sua consultora de gestão, a TeamPartner, que os irá ajudar desde o plano de negócios até à entrada em operação da unidade. “Todos os franchisados têm uma pessoa perfeitamente identificada a quem se dirigir para o ajudar na resolução dos seus problemas. Há um esforço de personalização de serviço.”

 

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