ComprarCasa: Revolução tecnológica é o desafio

Luís Mário Nunes, diretor-geral da rede ComprarCasa, prevê um crescimento de mercado na ordem dos 30% para 2017. Este é, igualmente, o valor que a ComprarCasa quer crescer este ano, depois de, em 2016, a marca ter passado por um processo de reposicionamento estratégico e de lançamento de nova imagem. Luís Mário Nunes acrescenta ainda que as alterações legislativas previstas para o alojamento local (alterações na tributação dos rendimentos) vão alterar o impacto que este regime tem tido no mercado imobiliário nacional, especialmente na Grande Lisboa e Porto, diminuindo o ritmo de novas aberturas e fechando mesmo algumas atualmente em operação.

Pedro Gonçalves, franchisado da ComprarCasa, em Évora, abriu a sua agência em 2008, numa altura em que, nas suas próprias palavras, era jovem, com pouca experiência profissional e ainda não tinha formação superior na área de gestão. “A ideia de trabalhar com uma marca estabelecida que me fornecesse know-how e serviços nas várias áreas da gestão pareceu-me ser a melhor opção”, conta. Apesar de afirmar que o mercado imobiliário está em crescimento e que esta é uma boa altura para se aventurar neste ramo de negócio, o franchisado da ComprarCasa também salienta que este setor não é para todos. “Os números não mentem, e o que se constata é que apesar de terem aberto muitas imobiliárias no último ano, também se verificou o encerramento de várias agências. Creio ser crucial ganhar-se primeiro experiência como consultor numa imobiliária de referência e só depois se deve dar o passo de abrir uma agência própria”, aconselha.

Habituado a trabalhar o mercado residencial, com especial enfoque para imóveis rústicos, nomeadamente quintas e herdades de segmento médio/alto, Pedro Gonçalves afirma que o imobiliário enfrenta os mesmos desafios que outros setores, especialmente a nível da revolução tecnológica: “A ‘uberização’ dos serviços ganhou moda e neste momento temos o mundo inteiro a tentar criar novas aplicações que reinventem os negócios estabelecidos. Quem não acompanhar a evolução e quem não inovar por certo que terá dificuldades no futuro.”

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