Decisões e Soluções abre seis agências no primeiro trimestre do ano

Decisões e Soluções: Esta é a melhor altura para abrir uma agência imobiliária

Guida Sousa, diretora coordenadora regional da Decisões e Soluções, tem expetativas otimistas, prevendo um crescimento de 30% do mercado imobiliário, impulsionado pela descida das taxas de juro no crédito à habitação e pelo aumento do investimento estrangeiro, em particular do mercado francês. Investimento este que é mais sólido nas zonas de Lisboa, Porto e Algarve.

A responsável da Decisões e Soluções que esta não é apenas uma boa altura para abrir uma agência imobiliária, é a melhor. Porquê? “A conjuntura económica é extremamente favorável em todas as nossas áreas de negócio: mediação imobiliária, mediação de obras, construção de imóveis, consultoria financeira e mediação de seguros.” Devido à falta de oferta, acrescenta, o ramo da construção vai estar em destaque nos próximos anos: “Uma vez que não existe oferta suficiente para a procura, prevemos crescer bastante na área da construção. Temos disponível uma oferta integrada de terreno, construção e financiamento que é muito valorizada pelas famílias portuguesas.”

A fraca oferta vai também causar, segundo a diretora coordenadora regional, uma subida de preços no mercado residencial, que poderá chegar aos 7% este ano. Já no setor comercial, prevê-se que o valor do investimento atinja os dois mil milhões de euros, ultrapassando o montante total de investimento realizado em 2016.

Guida Sousa é também mais ambiciosa quanto às metas para a sua rede, afirmando que o objetivo da Decisões e Soluções é crescer 100% em 2017. “Nos primeiros meses do ano já registámos um grande crescimento e a tendência é continuarmos a crescer. As nossas agências têm sentido um aumento significativo do número de contactos. Há uma procura crescente nos mercados periféricos, fora dos centros das grandes cidades, e nos segmentos médio e médio baixo.”

O que diz o franqueado

Este sentimento geral de satisfação com o crescimento do mercado imobiliário é partilhado com os franchisados das redes imobiliárias, mais habituados a lidar com o cliente final.

Carlos Gouveia, que detém uma unidade da Decisões e Soluções em Oeiras, no Parque dos Poetas, também pondera abrir uma segunda agência. O franchisado, que abriu a sua unidade em abril de 2015 após um cuidadoso processo de seleção entre diversas marcas, diz ter iniciado a sua operação numa altura em que o mercado ainda só mostrava ténues sinais de recuperação. “Mas decorridos dois anos de sucesso e crescimento do negócio, tenho atualmente a certeza que entrei na altura certa”, afirma, acrescentando ainda que é essencial escolher bem a localização do negócio.

O franchisado da Decisões e Soluções explica que a crise económica e a consequente baixa de preços dos imóveis originaram uma procura crescente da parte de investidores. Embora os preços tenham subido – em consequência da maior procura que a oferta -, “Portugal está na moda e continua a ter um preço médio por metro quadrado dos mais baixos da Europa, fomentando também o aparecimento de fundos de investimento imobiliário interessados no nosso país”.

Por outro lado, refere, este é também o principal desafio do mercado imobiliário – voltar a encontrar o equilíbrio entre a procura e a oferta.“[Este] dificilmente se alcançará nos próximos anos se não houver um incremento de construção nova ou de reabilitação”.

E acrescenta: “Se continuarmos a assistir a uma diminuição dos imóveis disponíveis para venda no mercado, o investimento estrangeiro tenderá a baixar e quase estagnar”, conclui. Neste momento, grande parte deste investimento estrangeiro feito na sua agência vem não só de França, mas também da Bélgica e Brasil.