Melhor que Nutella: conheça a marca que quer criar “o melhor” gelado artesanal do mundo

Com uma marca de produtos próprios criada no início do ano, a Nutellandia quer angariar investidores que partilhem os seus valores, independentemente da zona do país. Releia o artigo publicado na edição de abril/maio de 2017 da revista NEGÓCIOS & FRANCHISING.

A Nutellandia nasceu no Porto no final de 2015 pela mão de três amigos e investidores – todos com formação académica, mas percursos profissionais diferentes. Em comum, tinham a mesma paixão: criar produtos de qualidade. “Acreditamos que a sustentabilidade de qualquer negócio reside na qualidade do produto ou do serviço prestado (…). Foi um enorme desafio, tendo em conta que os portugueses são um povo extremamente conservador no que respeita a hábitos gastronómicos, mas conseguimos surpreender os nossos clientes pela qualidade das massas frescas e dos gelados artesanais”, explica Luís Alves, um dos sócios e fundadores da marca, que comercializa crepes, waffles e gelados, entre outras iguarias, em que a estrela é, muitas vezes, a Nutella.

Atualmente com cinco unidades – Viseu, Guarda, Castelo Branco, Porto e Águeda -, a Nutellandia optou por se expandir em franchising por pressão dos clientes. “A opção pelo franchising não foi nossa. Os clientes é que começaram a pedir para abrir lojas com os nossos produtos”, assume Luís Alves. E, segundo o sócio-gerente, são realmente os produtos que fazem a diferença no conceito da marca. “A nossa distinção está no produto. Os clientes obrigam-nos a estar sempre a inovar, porque a concorrência é feroz.”

Assim, no início deste ano, a Nutellandia registou as suas criações sob a marca Amicini, tendo como objetivo consolidá-la ao longo do ano como “referência nos crepes, galletes, waffles, churros e gelados”, nota Luís Alves. “Todas as massas são produzidas por nós, recorrendo às melhores matérias-primas do mercado. Não utilizamos massas desidratadas, nem pós importados (…). Era mais fácil e rentável vender massas em pó, mas para nós, o mais importante não é ganhar dinheiro rápido, mas sim criar uma marca de qualidade, que com o tempo, se irá distinguir de todas as outras.”

Por este motivo, a marca estabeleceu para si própria outra meta para 2017: criar um gelado artesanal único. “Talvez seja o melhor do mundo, não sabemos, mas será, para nós, o maior desafio de 2017”, garante o co-fundador da Nutellandia.

Quanto à expansão da marca, Luís Alves sublinha que o importante não são as zonas geográficas, mas sim os valores do franchisado. “O mais importante é criar valor!”, exclama, acrescentando que a rede procura “pessoas com espírito empreendedor, com capacidade de gestão e, acima de tudo, com vontade de dar aos clientes o que eles procuram.”

Oferecendo uma solução chave-na-mão, o investimento inicial numa unidade da marca pode variar entre os 25 mil e os 50 mil euros, dependendo da sua localização e obras necessárias, mas a Nutellandia, fiel à sua política abrangente de expansão, não cobra direitos de entrada. Já os royalties são de 2% do volume de negócios mensal e o retorno do investimento está previsto no prazo de dois anos e meio, para uma faturação anual que poderá rondar os 190 mil euros.

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