Multiopticas certifica segurança dos seus rastreios a crianças

Multiopticas certifica segurança dos seus rastreios a crianças

A MultiOpticas “garante e salvaguarda a qualidade dos técnicos e equipamentos utilizados nos rastreios visuais que realiza em escolas, salientando que o reconhecimento da marca assenta, há mais de 20 anos, na confiança depositada pela população”, afirma a marca em comunicado.

A MultiOpticas “garante e salvaguarda a qualidade dos técnicos e equipamentos utilizados nos rastreios visuais que realiza em escolas, salientando que o reconhecimento da marca assenta, há mais de 20 anos, na confiança depositada pela população”, afirma a marca em comunicado.

 

A rede nacional de óticas responde assim a acusações feitas esta sexta-feira no jornal i por Joaquim Murta. O diretor do serviço de oftalmologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra declara que “as carrinhas móveis suportadas pelas óticas que vão às escolas supostamente para observar as crianças, na realidade, muitas nem têm especialistas. O que lhes interessa é vender e mais nada”.

O médico oftalmologista acusa, nomeadamente, a MultiOpticas, de o fazer “imensas vezes” principalmente na zona da Beira Interior.

No comunicado, a empresa diz ainda que a sua notoriedade “leva a que muitas vezes se confunda a MultiOpticas com a grande quantidade de marcas concorrentes existentes no mercado”. E garante: “sempre que a MultiOpticas realiza rastreios faz-se acompanhar por um técnico especializado, licenciado/diplomado em Optometria, reconhecido e autorizado pelo Estado português. Os equipamentos de despiste usados são da marca Ergovision, a mesma utilizada por unidades hospitalares”.

 

Recomendação para consultar oftalmologista

Mas também Augusto Magalhães, oftalmologista pediátrico do Hospital de São João do Porto e membro da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia se mostra preocupado com a qualidade dos rastreios, dizendo ao i que “normalmente são realizados de forma arbitrária, sem um protocolo aceite em termos de fiabilidade e de eficácia, e são realizados por pessoas cuja idoneidade não se sabe por quem ou onde é concedida”. O oftalmologista adianta ainda: “na presença de suspeitas, as crianças são habitualmente encaminhadas para a respetiva loja onde habitualmente existe um optometrista a que chamam especialista de visão e que decide em última instância quais as necessidades da criança”, acrescentando que durante todo o processo dificilmente algum oftalmologista observa a criança.

A marca salienta, porém, que “detém apenas uma carrinha de rastreios” e “o despiste avalia a acuidade visual, forias e estrabismos, sendo que uma vez detetada a possibilidade de existência de patologia – que não seja de caráter refrativo/optométrico -, é imediatamente feito um alerta ao professor que acompanha a ação de rastreio, seguindo-se uma recomendação endereçada ao encarregado de educação, para que consulte um médico oftalmologista”.