Negócio em duas rodas

As bicicletas elétricas também já são negócio em regime de franquia. Vinda de Espanha, a eMobike chegou ao país este ano e direciona-se tanto para turistas, como para os residentes urbanos.

Agora que a EMEL (Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa) anunciou que a rede de bicicletas partilhadas da capital vai finalmente ver a luz do dia em 2017, chega do país vizinho uma solução inovadora em franchising, destinada ao setor turístico, e que pode mesmo difundir-se por todo o país. Chama-se eMobike e é fruto dos mais de 25 anos de experiência no setor de mobilidade elétrica do seu grupo fundador.

O conceito, lançado no país vizinho em 2011 e que agora chega a Portugal, consiste num serviço de aluguer de bicicletas elétricas destinado ao setor turístico, mediante um modelo de comercialização através de alojamentos turísticos, hotéis e pontos de turismo. Os clientes podem solicitar o serviço na receção do hotel ou simplesmente alugar a bicicleta durante horas ou dias sem ser necessária uma reserva.

“O que nos distingue é o nosso modelo de bicicletas, que são do mais inovador que há em termos de tecnologia de bicicletas elétricas, com um autonomia superior a 40km, e com pontos de auto-recarga sofisticados e estacionamento anti-vandalismo. Além disto, contamos com patentes próprias”, explica Miguel Angel Gonzalez, diretor-geral da eMobike. “Os utilizadores das bicicletas terão ainda acesso a um eGuia, que lhes facilitará as rotas e que contém também os sítios de maior interesse na cidade.”

A marca espanhola já tinha estudado várias estratégias de investimento e criado soluções para os setores de hotelaria, parqueamento, comércio e municípios, mas foi com este serviço de aluguer que se tornou numa referência, com mais de 100 estações em hotéis e um parque superior a 500 veículos no país vizinho.

Os utilizadores-alvo são principalmente turistas, o que ajuda a explicar porque é que a marca se resolveu expandir para o território nacional em 2016: “Os dados estatísticos de turistas em Portugal têm vindo a aumentar de ano para ano, e verifica-se um constante crescimento neste setor. Sabemos que é um negócio de sucesso no país vizinho e que o tipo de turistas é muito semelhante, pelo que a adesão será tão bem ou melhor sucedida.”

Alternativa diária

Mas, para além da sua utilização turística, as bicicletas da eMobike são ainda uma alternativa de deslocação diária pelas cidades, já que os utilizadores podem usufruir das bicicletas de forma cómoda e livre. Ainda em negociações para novas unidades no nosso país, a eMobike quer começar a sua expansão por Lisboa, mas tem como objetivo estabelecer uma rede nacional que lhe permita ser “uma referência do transporte turístico”.

Assim, a meta para 2017 é ter já implementadas várias estações de bicicletas que permitam satisfazer os franchisados da marca e, sobretudo, os seus utilizadores, sejam estes famílias, casais ou grupos de amigos. “Atualmente temos contactos interessados em Lisboa, Cascais, Viseu, Porto, Braga e Coimbra. Esperamos ter no próximo ano 120 viaturas”, disse o diretor-geral da eMobike.

Para os investidores interessados, o investimento inicial é de 39 mil euros, valor que inclui 20 bicicletas elétricas, a estrutura de recarga e o know-how necessário para a operação. A marca cobra ainda 15% de royalties sobre a faturação, estimada em cerca de 30 mil euros anuais, sendo que o período previsto de retorno do investimento ronda os dois anos. “Este é um ótimo negócio, que exige pouco trabalho e não precisa de ter experiência, nós apoiamos em tudo. Queremos alguém que pense como nós e que desfrute deste projeto cómodo, ágil, sustentável e ecológico para contribuir que muitos outros desfrutem e conheçam o país”, salienta Miguel Angel Gonzalez.

A eMobike apoia ainda os seus futuros franchisados desde o momento de seleção e implementação das estações nos hotéis, bem como na divulgação do projeto da comunicação social e outras ações de marketing e merchandising.

Artigo publicado na edição de outubro/novembro da revista NEGÓCIOS & FRANCHISING