Retalho português entre os que mais caem nas vendas europeias em agosto

O retalho português está entre os três mercados que maiores quebras registaram nas vendas no comércio a retalho no mês de agosto, face ao mês anterior de julho de 2020. Na realidade, o Eurostat indica, na sequência dos dados já divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que somente Roménia e Eslovénia, com uma quebra de 1,6% face a julho, é que suplantaram a performance do retalho nacional, cujas vendas caíram 1,4% em agosto quando comparado com o mês anterior.

O Eurostat revela, no mais recente relatório, que no mês de agosto já foi possível verificar algum “relaxamento” no confinamento em diversos Estados-Membros, traduzindo-se, por isso, num aumento de 4,4% nas vendas a retalho na zona euro e 3,8% na UE face ao mês anterior de julho.

Este crescimento surge depois de, em julho, as vendas no retalho terem registado quebras de 1,8% na zona euro e de 1,2% na UE.

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Na comparação mensal (agosto 2020 vs julho 2020) realizada pelo Eurostat para os 19 países da zona euro, as receitas do retalho aumentaram 6,1% nos produtos não alimentares (com as categorias de envios por correio e internet a crescerem 12,4%), enquanto os produtos alimentares e bebidas evoluíam positivamente em 2,4%.

Já na UE27, as vendas a retalho aumentaram 5,1% para os produtos não alimentares (com os envios por correio e internet a crescerem 10,5%) e 2,2% no caso dos produtos alimentares e bebidas.

Se entre os Estados-Membros com maiores descidas surgem, como já apontado, Roménia, Eslovénia e Portugal, nas subidas das vendas aparecem Bélgica (+9,6%), França (+6,2%) e Alemanha (+3,1%).

Na comparação anual do Eurostat, em que é analisado o mês de agosto de 2020 com o oitavo mês de 2019, as vendas ajustadas do retalho mostram uma subida de 3,7% para a zona euro e 3,5% para a UE27.

Para os 19 países que compõem a zona euro o Eurostat indica um crescimento de 5,9% para as vendas os produtos não alimentares (com as encomendas por correio e internet a crescerem 23,8%), de 14,1% para o fashion e calçado, e 3,2% para os produtos alimentares. Já na comparação anual para a UE27, a entidade estatística da União Europeia divulga um crescimento de 6% para os produtos não alimentares (evolução de 26,3% para as encomendas por correio e internet, mas decréscimo de 13,2% para o fashion e calçado) de 2,6% para os produtos alimentares.

Aqui, destaque para a Bélgica (+12,9%), Irlanda (+9,8%) e Holanda (+8,3%). Do lado oposto – descidas nas vendas anuais – aparecem Bulgária (-12,2%), Malta (-7,5%) e Eslovénia (-6,6%).

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