APED denuncia elevadas taxas de cartões de pagamentos cobradas em Portugal

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) denuncia, em comunicado, as “elevadas taxas de cartões de pagamento cobradas em Portugal pelas transações a débito e crédito – que são as mais caras da Europa – estão a prejudicar fortemente todos os setores de atividade que usem este meio de pagamento”.

De acordo com a APED no setor do retalho a banca utiliza práticas abusivas como a substituição dos cartões de débito pro cartões de débito diferido. “No geral, as taxas pagas pelos comerciantes são 3,4 vezes superiores à média europeia nas operações a débito e custam quase o dobro nas vendas a crédito”.

 

Medidas de poupança

 

Numa audição parlamentar da Comissão de Economia e Obras Públicas, realizada hoje de manhã, a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) apresentou medidas que representam 118 milhões de euros de poupança, por ano, nos custos nas transações com cartões e colocariam Portugal numa situação semelhante aos restantes países europeus.

Tal como explicou o presidente da APED, Luís Reis, “mesmo com esta poupança de 118 milhões de euros, os bancos ficam ainda a ganhar 300 milhões de euros com as comissões cobradas”.

No entender da APED, as elevadas taxas cobradas não são de todo justificáveis, num país onde 70% das transações são feitas com cartões de pagamento. Além disso, os cartões constituem uma fonte de poupança para a banca, nomeadamente face às transações com cheques, que implicam custos mais elevados de processamento. Os retalhistas deviam pagar um custo justo pela transação, tal como pagam pelo tratamento de dinheiro ou por uma transferência bancária. Ao invés, chegam a pagar até três vezes mais.

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