Conceito Botellón num balde chega a Portugal

O conceito é simples: baldes de bebidas acompanhados de aperitivos e a um preço razoável. A ideia de sucesso é de um jovem espanhol – o CEO da Kubo King tem 25 anos – que quer expandir a marca de norte a sul de Portugal.

A Kubo King nasceu em Madrid pelas mãos de Roberto Hernandez, um jovem de 25 anos que notou a forma como os jovens consumiam menos nos bares devido à difícil situação económica. O empreendedor espanhol, depois de testar várias ideias, começou a oferecer aos clientes baldes cheios de gelo com bebidas, acompanhados por petiscos e a um preço acessível num pequeno estabelecimento em Moratalaz, na capital espanhola. A aceitação por parte do público foi tão grande que, após dois anos de sucesso, Roberto resolveu franquiar a ideia com a ajuda de uma consultora. Lançado no país vizinho em 2012 e com 16 unidades inauguradas, este conceito de bar low cost chega agora a Portugal, onde o CEO diz querer implementar o conceito “de norte a sul” do país, já que o modelo “funciona em qualquer zona onde haja um grande fluxo de pessoas, de preferência junto a universidades, locais noturnos, centros comerciais, pontos turísticos, etc”.

Para se ter uma ideia do produto oferecido, a marca disponibiliza em Espanha um menu do dia, com duas bebidas e uma porção de comida por €3.80, enquanto outra das ofertas inclui dez cervejas por apenas €6 em alguns dias da semana.

“Os nossos pontos fortes são a conjugação de todas as nossas ofertas de comida e bebida num ambiente jovem e desportivo e a proximidade do público, que nos parece essencial, uma vez que vivemos numa época onde a distância impera neste modelo de negócio”, disse o jovem CEO.

Com a ajuda do seu franchisador internacional, a marca encontra-se à procura de um master franchising em Portugal, sendo esta a opção mais viável para implementar o negócio noutros países, de acordo com o líder da Kubo King. “Encerrámos o ano com 14 unidades franchisadas, mais duas próprias, e prevemos três novas aberturas nos próximos três meses de 2015. Este êxito fez-nos acreditar e pensamos iniciar a expansão internacional, começando por Portugal.”

Para master franchising, o investimento é de €75 000 com uma unidade incluída. Para a abertura de uma unidade, o valor é de €35 000, incluindo, em ambos os casos, os direitos de entrada. Os franchisados vão pagar €250 por mês em royalties e €100, também por mês, de taxa de publicidade. Já o master franchising irá ter que pagar um royalty anual por cada unidade aberta em Portugal, bem como uma percentagem dos direitos de entrada por cada nova abertura.

Quanto ao retorno do investimento, a marca prevê uma faturação de €240 000 para uma unidade no primeiro ano, com um aumento de 7% nos três primeiros anos e de 5% no quarto e quinto ano de operação.

Perfil pretendido

“Procuramos franchisados com alguma experiência na restauração, com gosto em lidar com o público jovem, uma pessoa dinâmica e ativa que queira investir ou simplesmente criar o seu emprego”, disse Roberto Hernandez. Em troca, a marca ajuda os novos investidores na procura do local, formação, negociação com fornecedores, publicidade no local e ainda através do contato direto e constante com os responsáveis.

“O nosso objetivo [em 2015] é abrir a primeira unidade fora do mercado espanhol e, internamente, chegar às 25 unidades. Com as novas alterações e inovações que lançámos no início do ano, temos como objetivo aumentar a faturação dos franchisados em cerca de 20% para nos posicionarmos fortemente no mercado, tanto com a nossa imagem como pelo produto oferecido.”

Um objetivo ambicioso mas que para o empreendedor só é possível através do franchising, que considera ser o futuro da restauração: “As principais vantagens passam pelo reconhecimento de uma marca e pelos preços mais competitivos resultantes da negociação com fornecedores (o grande volume de compras leva a margens mais lucrativas impossíveis de conseguir só como uma unidade). A troca de experiências e o contato com o público foi outras das razões que me fez investir neste negócio e na sua expansão.”

Leia o artigo na íntegra na edição abril/maio da revista NEGÓCIOS & FRANCHISING