Crises influenciam consumidores, diz estudo da GfK

Durante o terceiro trimestre deste ano a evolução dos acontecimentos na Grécia, as crises e os conflitos no Médio Oriente e a crise dos refugiados influenciaram o estado de espírito dos consumidores de 15 países europeus, de acordo com o estudo ‘Clima de Consumo na Europa’ da GfK.

“Em termos globais, a situação nos países abrangidos pelo estudo apresenta amplas variações. Nalguns deles, foram mais os fatores psicológicos, como os ligados às crises, que ocuparam cada vez mais as suas preocupações, os quais produziram um certo ceticismo sobre a economia. Em muitos casos, as avaliações dos cidadãos das expetativas económicas e da evolução dos rendimentos, bem como a propensão a consumir, eram mais negativas do que os números da conjuntura nacional levariam a crer. No entanto, noutros países, fatores como o crescimento económico e o desemprego permaneceram em primeiro plano, com um resultante impacto em indicadores individuais”, explica a GfK.

Desde junho, o indicador do Clima de Consumo UE28 desceu meio ponto para 10,3 pontos em setembro. Em agosto, chegou a registar uma queda abrupta para nove pontos, segundo os dados agora revelados.

De acordo com a GfK, “embora o Produto Interno Bruto português tenha crescido 1,6% quando comparado com o segundo trimestre do ano passado, os consumidores creem que o desenvolvimento económico estagnou”.

Para além disso, apesar do desemprego continuar muito elevado e não ter recuperado nos meses de verão, as expetativas para a evolução dos rendimentos desde junho aumentaram 5,8 pontos, tendo atingido os 6,7, o valor mais elevado desde março de 2000. Por outro lado, a propensão para consumir por parte dos consumidores portugueses continua muito baixa, permanecendo em terreno negativo, nos -20,8 pontos.