Deflação pode colocar em risco retalho alimentar, diz estudo

De acordo com o jornal, que cita o estudo do BPI, o volume de vendas também deverá subir com a recuperação do rendimento das famílias. A análise refere que “o Pingo Doce não deverá apostar em mais promoções e focar-se na rentabilidade” e que a Jerónimo Martins “é um ‘player’ forte e beneficia dos seus preços e da sua proximidade/localizações.”

Já sobre a Sonae, o banco explica que “deve manter a sua política mais conservadora de preços. Sendo o retalhista mais exposto a Portugal (70% do total de vendas), a melhoria nos indicadores económicos do país deve ser “tranquilizadora” para a Sonae”, continua o Jornal de Negócios.

A análise do BPI sublinha também que a “maior barreira” para o retalho alimentar “deverá vir da deflação” e que “a falta de rentabilidade deverá impedir novas promoções”. Segundo o documento, “o mercado do retalho alimentar tem estado altamente focado nas promoções, particularmente desde 2012. Mas a eficácia da promoção atingiu um teto e os volumes não estão a reagir às promoções”.