Insolvências em queda

Insolvências em queda

As insolvências registaram uma quebra de 12,9% em abril deste ano. De acordo com o Iberinform da Crédito y Caución, nos primeiros quatro meses do ano, o total de insolvências atingiu o valor mais baixo dos últimos três anos, com um total de 1941 insolvências registadas.

Os dados agora divulgados mostram ainda que as constituições registaram uma diminuição de 3,1% em abril deste ano. “O mês de abril apresentou um decréscimo de 12,9% nas insolvências, com um total de 433 empresas insolventes, menos 64 que no período homólogo de 2018. O acumulado totaliza 1941 insolvências e é inferior aos valores registados nos últimos três anos”, revela a Crédito y Caución.

“Nos primeiros quatro meses deste ano, foram requeridas 393 declarações de insolvências (-22% que em 2018), enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas baixaram de 499 para 417 (-16,4%). Os encerramentos com plano de insolvência tiveram uma quebra de 41,4% (de 29 em 2018 para 17 em 2019). No período em análise foi declarada a insolvência de 1114 empresas (esta ação corresponde ao encerramento de processos), o que traduz um incremento de 20,9% relativamente a 2018”, acrescenta ainda a empresa.

Porto e Lisboa continuam a ser os distritos com o maior número de insolvências, 510 e 407 respetivamente. No entanto, enquanto a capital regista uma diminuição de 28,8% face aos primeiros quatro meses do ano passado, a cidade invicta sofre uma subida de 21,4%.

“São dez os distritos com aumentos nas insolvências no primeiro quadrimestre de 2019. Este grupo (que representa 58,8% do total de insolvências) é liderado pelos distritos da Horta (200%), Braga (47,4%) e Faro (45,3%). Nove distritos (36,2% do total) apresentam uma diminuição em relação a 2018, com as baixas mais acentuadas em Vila Real (-64,7%), Évora (-47,8%) e Lisboa (de 572 em 2018 para 407 em 2019). Beja (11 insolvências), Leiria (77) e Angra do Heroísmo (8) têm uma variação nula.”

Por setores, os principais decréscimos verificam-se na Eletricidade, Gás, Água (-57,1%), Indústria Extrativa (-50%) e Comércio por Grosso (-17,9%). Os aumentos mais significativos verificam-se nas Telecomunicações (100%), Indústria Transformadora (31,4%) e Transportes (18,2%).

Constituições de empresas em queda

O estudo mostra ainda que as constituições de empresas em abril registaram uma quebra de 3,1%, com menos 119 empresas constituídas face ao período homólogo. Nos primeiros quatro meses do ano, foram constituídas 19 719 novas empresas, mais 14,6% do que em 2018, com uma média mensal de 4930 constituições.

Os valores mais significativos verificam-se em Lisboa (6250 novas empresas), Porto (3613) e Setúbal (1522); no conjunto estes distritos representam 57,7% do total nacional. As maiores variações homólogas pertencem aos distritos da Horta (88,2%), Bragança (53,4%) e Castelo Branco (31,4%).  Por outro lado, o setor das Telecomunicações registou uma diminuição de 2,4%.

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