Londres é a cidade europeia mais atrativa para os retalhistas

Londres é a localização mais atrativa para os retalhistas internacionais, de acordo com o novo índice de retalhistas internacionais compilado pela consultora imobiliária global JLL. O ranking foi agora divulgado no novo relatório “Destination Europe 2015”, que analisa as estratégias de expansão e a presença de 250 retalhistas internacionais em 57 mercados chave na área do retalho.

“Para os retalhistas internacionais que procuram uma rampa de lançamento na Europa, Londres encabeça as preferências. A dimensão do mercado, juntamente com a sua maturidade, o elevado grau de transparência e a facilidade com que se trabalha no retalho fazem desta cidade um verdadeiro atrativo para os retalhistas internacionais que estão dispostos a pagar um prémio para estar nas melhores localizações. Tratando-se também de mercados maduros, Paris, Milão, Roma e as principais cidades alemãs são outras das principais cidades europeias que exercem um elevado apelo sobre as marcas, beneficiando também da vontade de crescimento dos retalhistas internacionais e atraindo novas marcas apesar da conjuntura adversa que tem marcado a economia europeia”, explica James Brown, Head de EMEA Retail Research & Consulting na JLL.

Londres aumentou também a sua vantagem sobre Paris enquanto destino mais atrativo para os retalhistas de luxo na Europa. O relatório sublinha ainda que existe “uma clara separação de águas entre estas duas emblemáticas localizações de retalho e o resto da Europa”. A zona londrina New Bond Street lidera as rendas de referência mais caras na Europa, atingindo valores de 12 300 euros por metro quadrado por ano.

Neste estudo, Lisboa surge posicionada como o 23º destino europeu preferido pelos retalhistas internacionais para a abertura de lojas, situando-se praticamente a meio desta tabela que inclui 57 cidades europeias.

Moscovo e Istambul tornam-se atrativas para o retalho

James Dolphin, International Director, EMEA Retail Agency na JLL, indica ainda que “as oportunidades para entrar e expandir nos mercados europeus não estão limitadas aos mercados globais e maduros. Moscovo está a crescer e a ganhar terreno rapidamente, e no médio prazo, poderá igualar Paris no que toca à presença de retalhistas internacionais”.

Considerados mercados em transição, Moscovo e Istambul tornaram-se casos de sucesso no mercado europeu de retalho. “O setor de retalho de Moscovo tem vindo a prosperar, o que se deve à própria dimensão do mercado, mas também aos níveis crescentes de rendimento disponível e ao facto de o stock de centros comerciais estar a crescer rapidamente. O mercado de retalho de Istambul também tem vindo a revolucionar-se a grande velocidade. Atraídos pelo stock de centros comerciais modernos e de grande qualidade – de que são exemplo o Zorlu Centre ou a nova loja âncora das Galerias Lafayette na Praça Emaar, recentemente anunciada – há um número cada vez maior de retalhistas a considerar Istambul como a porta de entrada na Europa”, afirma o estudo.