Medo de falhar leva 83% dos portugueses a não arriscar num negócio próprio

A Amway apresentou um estudo mundial sobre as principais tendências mundiais na área do empreendedorismo e revela que 83% dos portugueses não arriscam num negócio próprio por terem medo de falhar e não serem bem-sucedidos.

De acordo com o relatório “Encorajar os Empreendedores – Suprimindo o Medo do Fracasso”, existe em Portugal uma crescente atitude positiva em relação ao empreendedorismo. Para além desta atitude, 32% dos inquiridos em Portugal afirma também que se imagina a criar o seu próprio negócio, uma percentagem um pouco menor, comparativamente aos resultados do relatório de 2012 e, aos resultados globais deste ano, de 39%.

Os participantes do estudo sentem-se motivados para criarem o seu próprio emprego, principalmente as pessoas com formação académica superior e os jovens adultos com menos de 30 anos de idade.

Relativamente às motivações para criar o seu próprio emprego, as conclusões do estudo apontam causas como a independência de uma entidade patronal e a realização pessoal e concretização das suas próprias ideias. Contudo, os resultados mostram também que a maioria das pessoas não colocaria os seus planos em prática.

“A cultura empreendedora não se adquire de um dia para o outro. A sociedade tem de encorajar as pessoas a empreender, valorizando a ousadia dos que empreendem, ensinando os jovens a empreender, facilitando o financiamento daqueles que arriscam e, protegendo aqueles que não têm sucesso. Os jovens podem estar muito motivados para o empreendedorismo mas, para criarem um negócio rentável e consistente, para investirem num projecto pessoal, é essencial terem role-models, mentores que as guiem e, ajudem a criar uma rede de contactos”, afirma Rui Baptista, Professor Catedrático em Empreendedorismo Internacional na Brunel Business School, em Londres.

Medidas como financiamento público e desenvolvimento de mais fundos para startups têm incentivado as pessoas na decisão de criar um negócio. 50% dos portugueses que participaram neste estudo afirmam que são de facto fatores decisivos para empreenderem, uma percentagem maior que a média internacional, que obteve um registo de 42%.

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