Microcrédito apoiou mais de cem projetos em 2013

Apoiar empreendedores para validar a viabilidade de ideias de negócio e conseguir microcrédito é o objetivo da Associação Nacional de Direito ao Crédito. O número de empreendedores a pedir ajuda a esta entidade tem estado a aumentar mas há menos projetos apoiados porque “há mais pessoas com problemas financeiros com os bancos”.

Em 2013, 1685 pessoas contactaram a Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC), o que representou um aumento de 18,7% relativamente ao ano anterior, mas o número de microcréditos que foram atribuídos diminuiu (112 negócios foram apoiados). “Há mais pessoas a procurar a ANDC mas as dificuldades foram maiores, porque é mais difícil um negócio ser viável e porque há mais pessoas com problemas financeiros com os bancos”, explicou o presidente da direção, Luís Meneses.

Aliás, é mesmo por este motivo que o microcrédito nasceu: para apoiar pessoas que têm uma ideia de negócio, mas que não têm acesso ao crédito. Um dos requisitos obrigatórios é mesmo não ter incidentes bancários ativos.

O microcrédito existe para “permitir que as pessoas que têm uma ideia de negócio sejam capazes de o levar por diante, e não é toda a gente que é capaz, não é para todos, mas para aqueles que têm essa capacidade. Isso significa dar-lhes o dinheiro que precisam para começar o negócio”, refere o responsável.

Numa primeira fase, depois de receber o contacto do empreendedor, a associação verifica se a ideia faz algum sentido e é viável, e é elaborado o plano de negócios. De acordo com o presidente, a fórmula é simples: “Para o negócio ser viável tem de ter mais receitas do que custos”.

Veja a reportagem completa na edição de abril/maio da revista Negócios & Franchising.