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58% dos millennials recorrem ao online para pesquisar sobre artigos de luxo

58% dos millennials recorrem a plataformas online para pesquisar sobre artigos de marcas de luxo. A conclusão é do estudo anual Global Powers of Luxury Goods 2015 da Deloitte, que revela que as marcas de luxo globais “devem retirar partido da evolução tecnológica e da procura dos consumidores para impulsionar os lucros e permanecerem competitivas”.

O estudo indica que as marcas de luxo devem procurar um “maior envolvimento com o cliente millennial”, revelando que 58% dos millennials “recorrem atualmente ao online para pesquisar sobre artigos de luxo e 31% usam os social media para saber mais sobre descontos e promoções, comparado com os 10% de consumidores de luxo das gerações mais velhas.” Para alcançarem eficazmente este público, a Deloitte refere que as marcas de luxo devem compreender os seus hábitos de compra e os seus influenciadores.

Segundo o estudo, as 100 maiores empresas de produtos de luxo geraram vendas de 214,2 mil milhões de dólares no ano fiscal terminado em junho de 2014. Para além disso, o documento indica que “as receitas das 100 maiores empresas de produtos de luxo registaram um crescimento de 8,2% face ao ano anterior, enquanto as 250 maiores empresas de produtos de grande consumo registaram uma evolução de 5,6%.”

Das 98 empresas de produtos de luxo do top 100 que reportaram as vendas relativas a 2012 e 2013, 72% registaram um aumento em 2013, em que a média de receitas por empresa se situou nos 2,1 mil milhões de dólares. Só o top 10 concentra cerca de 48,9% do total das vendas da indústria.

A liderar o ranking das 100 maiores empresas de produtos de luxo está a francesa LVMH Moët Hennessy – Louis Vuitton SA, que inclui no seu portefólio marcas como a Louis Vuitton, Fendi, Bulgari, Loro Piana, Emilio Pucci, Acqua di Parma, Donna Karan, Loewe, Marc Jacobs, TAG Heuer e Benefit Cosmetics, com um total de vendas de cerca de 21,8 mil milhões de dólares no ano anterior.

Em segundo lugar surge a suíça Compagnie Financiere Richemont SA, com marcas como Cartier, Van Cleef & Arpels, Montblanc, Jaeger-LeCoultre, Vacheron Constantin, IWC, Piaget, Chloé e com 13,4 mil milhões de dólares. Em terceiro surge a norte-americana The Estée Lauder Companies Inc. (Estée Lauder, M.A.C., Aramis, Clinique, Aveda, Jo Malone), com 11 mil milhões de dólares.

Luís Belo, partner e líder da indústria de Consumer Business da Deloitte, afirma que “alguns aspetos chave da indústria do luxo ficarão irreconhecíveis nos próximos anos. O típico consumidor de luxo que viaja irá alterar o conceito de fronteiras nacionais; os consumidores millennials irão representar uma percentagem significativa do volume de vendas de produtos de luxo; e as forças competitivas derivadas da tecnologia irão continuar a transformar o setor a um ritmo mais elevado. Como tal, as marcas de luxo globais têm de superar os desafios para maximizar a relação com os seus consumidores aficionados pelo digital, sensíveis ao tempo e socialmente conscientes ou arriscam-se a ficar para trás.”

“A indústria de luxo deve continuar a garantir uma forte ligação com um sempre crescente conjunto de tecnologias, sobretudo à medida que as mesmas vão influenciando a cadeia de valor. A preocupação legítima de diluir a exclusividade da marca no mundo online, acessível a todos, requer que as marcas se movam cuidadosamente, de modo a assegurar a sustentabilidade e a criação de valor no longo prazo,” conclui.