Negócio dos cigarros eletrónicos estagna

O negócio dos cigarros eletrónicos em Portugal está desde o início do ano “morto”. Quem o diz é Tiago Machado, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Cigarros Eletrónicos (APECE), ao Diário Económico.

De acordo com o responsável, a notícia de que os cigarros eletrónicos podem ser cinco a 15 vezes mais cancerígenos do que os tradicionais e o aumento da fiscalidade, no início deste ano, podem ter precipitado o fim.

Segundo os dados da associação, em 2014 haviam cerca de 150 mil clientes de cigarros eletrónicos e o setor conseguiu gerar um volume de negócios a rondar os 14 milhões de euros. Em Portugal, existiam cerca de 70 marcas presentes e mais de 300 lojas exclusivas. O número de postos de trabalho criados pelo setor estava avaliado em cerca de 2700 pessoas, mas desde então já caíram 75%, devendo existir atualmente “cerca de 30 lojas”, refere Tiago Machado ao jornal.

Também a lei do Orçamento do Estado para 2015 veio introduzir ‘mais um prego no caixão’, com a imposição de um imposto sobre o líquido usado nos cigarros eletrónicos de 60 cêntimos por mililitro (ml).

“Estas indústrias não estão preocupadas com o bem-estar das pessoas, mas com a perda de milhões de euros porque há uma quebra na compra de tabaco convencional e produtos farmacêuticos para deixar de fumar”, explica Tiago Machado.