O futuro do retalho passa pelas insígnias de conveniência

O fenómeno já está a acontecer na Europa – inclusive em Portugal – e segundo a Nielsen será a tendência que no presente/futuro irá alterar mais a forma como os consumidores compram: as insígnias de conveniência.

De acordo com Paula Barbosa, da Nielsen, “as insígnias de conveniência, de proximidade, com uma marca, um sortido ajustado, e um bom ambiente de loja vão contribuir para a modernização do comércio tradicional”. A responsável deu os exemplos internacionais da Marks & Spencer, do Spar, do Dia Fresh, e dos portugueses Amanhecer (Jerónimo Martins) e do Meu Super (Sonae MC).

“Os supers serão o formato dominante, mas existe um novo formato de lojas de proximidade abaixo dos 300 metros quadrados que irá crescer”, sublinhou a responsável.

A informação do estudo da Nielsen, “Shopper Trends” foi partilhada esta terça-feira  (19 de fevereiro), durante a 1ª Conferência do Fórum do Consumo – “Engage to Win”, organizado pela entidade com o mesmo nome, e que teve lugar no ISCTE, Lisboa.

Paula Barbosa adiantou ainda que os fatores críticos da escolha da loja por parte do shopper têm quatro pressupostos: Proximidade, ambiente de loja agradável, sortido ajustado e boa relação preço/qualidade.

Promoções não fazem shopper mudar de loja

“O shopper não mudas de loja por causa de promoções, só 10% dos consumidores dizem que muda de loja por essa causa, as promoções tem sim impacto na escolha das marcas dentro da mesma loja. E de acordo com o que se verifica é que as fortes atividades promocionais não trazem novos shoppers”, indicou a responsável.

Online na distribuição não cresce

online na moderna distribuição não está a crescer. Este foi outro dos indicadores que a Nielsen apresentou. De acordo com a empresa o e-commerce das insígnias está, inclusive, a “perder lares, menos 25% de compras de FMCG online do que em 2011” e acrescenta “a penetração de compras online é de 4% enquanto em outros países, como no Reino Unido, por exemplo, a taxa de penetração é de 25%. Em suma, o shopper quer conveniência mas aliada ao fator preço.