O que pode aprender com o Chile sobre empreendedorismo

O Chile tem sido nos últimos anos um dos países que mais tem estimulado o empreendedorismo e a fixação de talentos no país, através de medidas como a desburocratização dos processos de criação de empresas. Mas afinal o que podemos aprender com o país no processo de criação de empresas e em empreendedorismo?

De acordo com o site brasileiro administradores, existem alguns segredos por detrás do sucesso dos empreendedores do Chile e da economia do país sul-americano.

Um deles é o “esforço conjunto”. Até há bem pouco tempo, abrir uma empresa no Chile era um processo caro e extremamente burocrático. “O Chile tem hoje uma presença onde nunca antes teve”, explica ao site Sebastiàn Vidal, diretor assistente da Startup Chile. Segundo o profissional, o que fez a diferença no país foi a coordenação de esforços entre o Governo e a iniciativa privada.

“O Governo chileno prometeu criar novas oportunidades para empreendedores e deu vida a essa promessa, com cerca de 40 programas criados para ajudar empreendedores. Algumas leis e processos burocráticos também mudaram, apenas para garantir que os empreendedores no Chile tenham mais espaço para converter suas ideias em negócios”, refere o especialista.

Outro dos segredos parece ser criar startups para um mercado cada vez mais global. Para além de apoiar empreendedores nacionais, o Chile abriu-se à possibilidade de apoiar também empresários de outros países, como forma de atrair talento. Índia, China, Estados Unidos da América e outros países viram alguns dos seus ‘cérebros’ abandonar as fronteiras do país e rumar ao Chile, país que lhes prometeu apoios no desenvolvimento das suas ideias. Todos estes empreendedores estrangeiros chegaram ao país com a capacidade de pensar ‘global’, isto é, com negócios virados para outros mercados para além do Chile.

“Selecionamos boas ideias, não importa de onde venham. O nosso filtro é a excelência e não os passaportes. Acreditamos que reunir pessoas de todo o mundo pode construir um ecossistema onde as ideias são discutidas a partir de diferentes pontos de vista. Isso também é bom para quem tenta construir produtos para uma audiência ampla”, revela Vidal à publicação.