Para onde caminham as marcas de franchising?

Qual a evolução do Franchising em 2013? Quais as principais tendências deste setor? Para onde caminham as marcas nacionais? Qual o perfil de empreendedor que os franchisadores procuram atrair para a sua rede? As respostas estão no 19.º Censo do Franchising em Portugal, publicado em exclusivo pela Negócios & Franchising.

Em 2013 eram 500 as marcas que operavam em Franchising no mercado nacional, tendo-se acentuado a tendência crescente de conceitos no setor dos serviços, bem como de negócios que implicam um investimento inferior a 50.000 euros, de acordo com o 19.º Censo “O Franchising em Portugal”, realizado pelo Instituto de Informação em Franchising.

O decréscimo em cerca de 10% do n.º de marcas pode ser explicado em grande parte pela maturação de algumas redes, que tendo alcançado o número de franqueados pretendido, deixaram de procurar ativamente novos parceiros.

Do total das 500 marcas, 69% são conceitos nacionais, contra 62% em 2012. No que se refere às novas marcas que entraram no nosso mercado, as portuguesas são maioritárias (cerca de 64%). Os conceitos provenientes de Espanha surgem na 2ª posição, tanto ao nível do n.º global com 12%, como ao nível das novas marcas, com 29%.

Estes números vêm demonstrar mais uma vez a dinâmica do empreendedorismo nacional, sendo a principal alavanca para a evolução do Franchising no nosso país. Por outro lado, torna-se evidente que Portugal continua a ser um dos mercados prioritários para a expansão de muitas marcas com origem no país vizinho.

Quanto às marcas com origem fora do espaço europeu, os conceitos norte-americanos continuam a liderar, com 5% do total das marcas.

No que se refere ao investimento inicial, verifica-se um crescimento constante dos conceitos de baixo investimento: das marcas ativas, 46,5% exigem um investimento até 25 000€ e 28,1% um investimento entre os 25 000 e os 50 000€. Ao analisar a totalidade dos escalões de investimento, verifica-se que 74,7% dos negócios em Franchising estão enquadrados nestes 2 escalões. Por conseguinte, os restantes três escalões situados acima dos 50 000€ diminuíram comparativamente a 2013.

O fator valor de investimento continua a condicionar a expansão, havendo o maior esforço por parte das marcas em estruturar os seus conceitos para que a adesão à rede implique o menor investimento possível, acompanhando a capacidade de investimento por parte dos empreendedores.

Esta tendência é reforçada quando observamos os valores referentes às novas marcas: 67% situa-se no escalão até aos 25 000€, 25% implicam um investimento entre os 25 000€ e os 50 000€. Apenas 8% dos novos conceitos superam o valor de 50 000€.

Ter espírito empreendedor e perfil comercial são os fatores chave para pertencer a uma rede

Pela primeira vez os franchisadores foram questionados sobre quais as principais características que consideram que um franqueado deve possuir para aderir a uma rede. 29,7% elegeu o “espírito empreendedor” como uma das principais características de um futuro franqueado. Na 2ª posição ficou o “perfil comercial” com 26%, seguindo-se a “capacidade financeira”, que foi referenciada por 14,7%.

Relativamente aos atributos indicados pelos franchisadores, realçamos: o “gosto pela área de negócios” em causa, “dedicação”, “perfil de liderança”, “espírito de equipa”, “dinamismo e pro-atividade”, “ambicioso e organizado”, “capacidade de gestão” e “espírito de trabalho e entrega total”.

É interessante realçar que os franchisadores valorizam mais a capacidade de empreender e o carácter comercial do que as competências técnicas, revelando que o facto de o futuro franqueado não possuir experiência no sector da marca não é impeditivo para poder integrar a rede. A isto não será alheia a oportunidade que este modelo de negócio oferece aos empreendedores, que não se limita à mera transmissão de direitos de utilização de marca, mas também a passagem de know-how e formação especializada que asseguram a boa gestão do negócio.

Veja o estudo completo na edição de junho/julho da revista Negócios & Franchising.