Queda do consumo privado prejudica bens duradouros

/images/textoimagens/fullsize/3584.jpg O setor dos bens de consumo duradouros está condicionado à volatilidade económica. A confiança do consumidor europeu está a diminuir em muitos países devido à incerteza criada pela crise da Zona Euro, à instabilidade no mercado de trabalho e à capacidade das famílias pagarem as suas dívidas.

 

A alimentação é um setor menos condicionado pela volatilidade económica, mas enfrenta uma série de problemas estruturais. Estes são alguns dos dados recolhidos pelo relatório realizado pela Crédito y Caución, seguradora de crédito, que refletem as perspetivas de evolução no mercado de alimentação e dos bens de consumo duradouros em diferentes países como a França, Alemanha, México, Finlândia, Polónia e na Hungria.

 

Debilidade dos bens de consumo duradouros

Regista-se um arrefecimento do crescimento do setor dos bens de consumo duradouros, marcado pela debilidade da Zona Euro e pelo abrandamento do consumo privado. Em França este tipo e bens representaram 8,8% do consumo total em 2010. No entanto, durante o primeiro trimestre de 2011, o setor estagnou, tendo-se registado uma quebra de 0,7% no consumo das famílias.

O relatório revela que os consumidores estão cada vez mais suscetíveis ao preço, o que leva as grandes superfícies a travar uma "guerra constante de preços", para além de competir com os distribuidores online.

Na Alemanha, apesar da recuperação económica, com um crescimento de 3,7% do PIB em 2010, o crescimento do consumo privado arrefeceu, esperando-se uma deterioração nos próximos meses.

Em sentido contrário está o setor na Finlândia, que mostrou um crescimento anual de 5,7%, face ao período homólogo. Também na Polónia a situação não se mostra tão grave, com um aumento de 2% nas vendas de eletrodomésticos.

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