Região Norte quer capacitar 10 mil empreendedores

Foi formalizada na passada semana a criação do projeto ‘Novo Rumo a Norte’, uma iniciativa da Associação Empresarial de Portugal (AEP) que pretende capacitar 10 mil empreendedores e empresas dos 86 municípios da região e rentabilizar os diferentes instrumentos de apoio que têm ao seu dispor até 2020, no quadro do atual ciclo de fundos estruturais da União Europeia.

A região Norte de Portugal “tem futuro” e deve continuar a “esforçar-se por basear a sua competitividade (…) em fatores estratégicos como o conhecimento, a tecnologia e a inovação”, defendeu o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Emídio Gomes.

Não ignorando o momento político do país, Emídio Gomes assegurou que o Programa Operacional Regional Norte 2020 é um instrumento para ajudar as empresas da região a ultrapassar as dificuldades. Por isso, revelou, a única condição que colocou à AEP para ele próprio “apadrinhar o projeto” foi a “união das associações empresariais da nossa região”. Essa condição foi atingida mediante a assinatura de protocolos de colaboração entre a AEP e sete outras entidades empresariais que mantêm uma estreita ligação às empresas das oito sub-regiões (NUTS III) da região Norte. Trata-se da Ceval – Confederação Empresarial do Alto Minho; do Cedrac – Conselho Empresarial da Região do Ave e Cávado; da AIMinho – Associação Empresarial; da ACISAT – Associação Empresarial do Alto Tâmega; do CETS – Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa; da Nervir – Associação Empresarial; e da Nerba – Associação Empresarial do Distrito de Bragança.

 “O Norte é uma região que atravessa uma profunda mudança estrutural, procurando reinventar-se sem perder de vista as suas principais características, tais como uma cultura empreendedora, uma tradição industrial e uma atitude de abertura ao mundo”, frisou Emídio Gomes, defendendo que a região está a “esforçar-se por basear a sua competitividade cada vez mais em fatores estratégicos como o conhecimento, a tecnologia e a inovação”, em “contraponto ao modelo que vigorava até final do século passado, baseado numa força de trabalho não qualificada e em baixos salários”. E essas dinâmicas, nas empresas como nos centros de conhecimento, têm de continuar, porque o Norte “é ainda uma das regiões menos desenvolvidas no contexto da UE”, referiu.

“Precisamos de continuar a promover a qualificação da nossa força de trabalho; a promover a investigação, a tecnologia e a inovação; a valorizar os nossos recursos endógenos e a ajudar as empresas a encarar o mercado global”, referiu o presidente da CCDRN, concluindo que o programa operacional regional que ele próprio gere prossegue, em grande medida, esta estratégia, “a qual se reflete nas suas prioridades e correspondente dotação financeira”.

A AEP concebeu e lançou o ‘Novo Rumo a Norte’ porque quer dar “o seu contributo para o desenvolvimento da região”. Nesse sentido, em breve será lançada uma plataforma digital para apoiar os empresários da região em “todas as questões que se relacionam diretamente com a sua atividade”.