Se não tem marido, agora já pode alugar

O nome, que nasce de uma brincadeira, torna-se a estrela do negócio, capaz de chamar a atenção ao mais distraído. O conceito também tem potencial: prestação de serviços ao domicílio e empresas, com uma gama tão diversa como limpeza, remodelação de interiores, planeamento de eventos, serviços de catering ou babysitting. Com apenas quatro meses, a Marido Aluga-se já sonha crescer. 

A Marido Aluga-se nasce num só dia: ideia e concretização. A 31 de outubro passado, durante um almoço, três amigos conversam sobre a falta de perspetivas laborais e têm uma ideia: criar uma entidade onde pudessem pôr em prática algumas das suas “habilidades”.

Os empreendedores, “Susana e os seus 3 Maridos…”, reúnem as várias competências que dão forma ao projeto: Susana Gonçalves com a sua experiência em design gráfico e domínio das redes sociais, Luís Gonçalves na área comercial e de gestão, Paulo Silva na construção civil e Cézar Gonçalves, um “excelente faz-tudo”.

Naquele mesmo dia Susana cria a página de Facebook e passadas poucas horas avolumam-se os likes, pedidos de informação e até uma adjudicação. Desde então, “todos os dias há trabalho”, congratula-se Susana Gonçalves.

Até agora, nas áreas fortes do grupo, pequenos arranjos e remodelações. Para chegar às restantes, está a ser criada uma pool de colaboradores com competências diversas que garanta uma resposta “extremamente rápida” às solicitações, com “preços competitivos, profissionalismo e idoneidade”. A consciência social é outro valor com que a Marido Aluga-se se quer diferenciar. Para tal está a estabelecer uma parceria com uma organização sem fins lucrativos e a estudar modalidades de pagamento dos seus serviços que possam beneficiá-la.

Um “Marido” por concelho

A prioridade da Marido Aluga-se é a “consolidação da ideia e do conceito no mercado”, explica Luís Gonçalves. “Acreditamos no enorme potencial deste negócio, por englobar diferentes pequenos negócios. Numa só deslocação a casa do cliente podemos resolver uma grande diversidade de problemas! A partir de €10 à hora, é possível alugar um “Marido” para todos aqueles trabalhos em que fazem sempre falta. Seja meter ladrilho numa parede, pendurar um quadro, ligar uma tomada, desentupir uma sanita, arranjar a máquina de lavar, passar a ferro, aspirar atrás daquele móvel enorme, confecionar um jantar gourmet, executar uma lista de compras, levar o idoso ao médico, transportar o sofá para casa da sogra, organizar a festa de anos do filho e a despedida de solteiro do irmão”.

Os clientes são sobretudo mulheres mas também há homens que recorrem à Marido Aluga-se. O grupo explica que não quer substituir-se aos maridos deste país, mas sim “libertá-los daquelas tarefas que ficam eternamente por acabar, seja por falta de tempo, jeito ou ferramentas”. Mas a verdade é que já sentiram a “concorrência” de alguns maridos, que revelam súbita vontade de fazer arranjos em casa face à eminência da contratação. Curiosidades que geram sorrisos no grupo de amigos.

Até ao final do terceiro trimestre deste ano a estratégia da marca passa pela consolidação no distrito de Lisboa. O negócio não requer um espaço comercial mas decidiram abrir um espaço físico em Queluz, porque entendem ser importante para dar uma imagem profissional. A prazo, gostariam de “ter um “ Marido” por concelho”, sendo a prioridade as sedes de distrito, “provavelmente com a criação de uma rede de afiliados que poderá chegar aos 200 a nível nacional”. Estimam um investimento inicial para a entrada na rede na ordem dos €750. “Acreditamos que será possível chegar a qualquer parte do país no final de 2015”, conclui Luís Gonçalves. 

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