Smart Cards 2013: Facilitar o pagamento mobile, aumentar as vendas no retalho

Que o comércio online está a aumentar já não é novidade. Das compras alimentares à roupa, dos bilhetes para espetáculos aos livros, a compra está à distância de um click. O que importa agora perceber é que no acesso à net o PC está a ser substituído pelas soluções mobile, com os smartphones à cabeça. E que se comprar através do telemóvel é bastante fácil, pagar não é tanto…

Foi para discutir o que falta fazer para garantir o pagamento mobile que diversos responsáveis do universo bancário se reuniram durante o evento Smart Cards 2013. Responsáveis do Barclays, Caixa Central de Crédito Mútuo Agrícola Mutuo, Caixa Geral de Depósitos, Millenium BCP, Montepio Geral, MasterCard Europe e Paypal estão de acordo: assegurar o pagamento mobile é uma grande oportunidade de negócio e vai potenciar as vendas no retalho. Para avançar é preciso fomentar as parcerias entre os vários stakeholders, cada qual contribuindo com aquilo que melhor sabe fazer.

Seja qual for a solução adotada importa que garanta rapidez e segurança e seja fácil de usar. Pois, como ilustrou Rita Lourenço, responsável da Direção de Cartões do Millenium BCP, “os consumidores são cada vez mais agnósticos em relação à ferramenta que estão a utilizar para pagar. O que querem é uma solução segura, que não exija mais do que três passos”. Importa ainda a interoperabilidade, pois o consumidor quer usar a mesma solução esteja em Portugal ou numa qualquer outra parte do mundo.

Embora existam experiências com outras tecnologias e pilotos em curso, para já a solução mais próxima da concretização tem um só nome: NFC – Near Field Communication. É a única solução com massa crítica ainda que “continue a ser preciso reunir um conjunto de coisas que demoram o seu tempo”, como defendeu Gonçalo Santos Lopes, Strategy & Innovation Head – Southern Europe Cards do Barclays. Aos retalhistas é pedido que facilitem a vida dos consumidores. Como? Adaptando os seus websites ao pagamento mobile. É que ainda só uma pequena percentagem de comerciantes o assegura.