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Startups nacionais internacionalizam cada vez mais cedo

O empreendedorismo nacional, e as startups nacionais em particular, continuam a mudar. Um estudo publicado esta semana pela Informa D&B mostra que entre 2007 e 2015 as startups portuguesas ganharam novos contornos, tendo hoje um “perfil mais exportador”.

De acordo com o estudo, entre 2007 e 2015 foram constituídas 309 550 empresas e outras organizações, o que representa uma média anual de 34 mil, das quais 31 mil são empresas. Segundo Teresa Cardoso de Menezes, diretora geral da Informa D&B, “o cruzamento de diversos indicadores relativos às startups e ao seu percurso dá-nos uma imagem bastante consistente do que são estas empresas, como se comportam, quais as suas virtudes e quais as suas fragilidades. E isso são sinais e informações para quem se movimenta no meio empresarial. Nesse sentido, o estudo que realizámos oferece indicadores valiosos não só para as decisões dos próprios gestores e empresários, mas também para quem desenha políticas públicas de apoio ao tecido empresarial. Aquilo a que chamamos hoje startups, se tiverem sucesso e se forem apoiadas, poderão ser as PME e as grandes empresas do futuro.”

Os dados agora revelados mostram que as sociedades unipessoais já ganham às sociedades por quotas no que diz respeito ao número de nascimentos de empresas, evoluindo dos 36% em 2007 para os 49% em 2015. Durante o mesmo período, a média de constituição de sociedades por quotas caiu 2% por ano. Ainda assim, em 2015, as sociedades por quotas voltaram a ganhar relevância face às sociedades unipessoais, com um aumento de 9,3% face a 2014.

Ficamos também a saber com este estudo que entre 2007 e 2014 as startups nacionais reduziram o número de colaboradores, passando de uma média de 2,6 em 2007 para os 2,0 em 2014. O volume de negócios das empresas no primeiro ano de vida registou igualmente uma redução, passando de uma média de 90,2 mil euros em 2007 para os 70 mil em 2014, uma quebra de 22%.

Há cada vez mais empresas a exportar no primeiro ano de vida

Outro dado importante é que as startups nacionais têm atualmente um “perfil exportador”. Em 2014, 10,1% das novas empresas exportaram no primeiro ano de vida, mais 3% do que em 2008. Por outro lado, a importância das exportações no volume de negócios destas empresas aumentou de forma significativa, passando de 46% em 2008 para 63% em 2014.

“A percentagem de startups exportadoras é semelhante à do universo empresarial, facto muito significativo e que ajuda a traçar o perfil das novas empresas. As exportações apresentam uma relevância muito superior para as startups do que para total de exportadoras (em 2014, 63% vs 42%). Grossistas, Transportes e Telecomunicações são os três setores que registam startups com perfil exportador mais acentuado”, refere a Informa D&B.

De resto, ficamos ainda a saber que em 2015 existiu uma maior distribuição setorial ao nível das startups, com os seis principais setores a concentrarem 79% das startups, o que compara com 82% em 2007. “Serviços e o Retalho mantêm-se como os setores onde nascem mais empresas, mas Alojamento e Restauração passa do 5º para o 3º setor onde nascem mais empresas, trocando de lugar com o setor da Construção”, conclui.