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Vendas da Jerónimo Martins crescem 7% mas lucros caem no primeiro semestre

As vendas da Jerónimo Martins cresceram 7% no primeiro semestre do ano, para cerca de 6 mil milhões de euros, “num contexto de queda da inflação alimentar”. De acordo com o comunicado enviado pela empresa à CMVM, contas feitas, o resultado líquido atribuível, ou seja, o lucro obtido pela JM, foi de 145 milhões de euros, uma queda de 12,4% face ao período homólogo.

Segundo a Jerónimo Martins, a Polónia registou uma inflação alimentar de 0,5% e em Portugal a deflação foi de -1,0%. No segundo trimestre, a deflação alimentar foi de -0,5% e -1,9%, respetivamente.

Em Portugal, o setor de retalho alimentar continuou a ser impulsionado pelas promoções, com o Pingo Doce a oferecer descontos imediatos através de campanhas promocionais semanais. De acordo com a empresa, “o Pingo Doce reforçou a sua quota de mercado”, com um crescimento nas vendas de 2,6%, atingindo 1556 milhões de euros. Para além disso, no primeiro semestre, a insígnia inaugurou três novas lojas.

Na Polónia, onde o Grupo opera a Biedronka, as vendas totais cresceram 9,1% no primeiro semestre, para 4 029 milhões de euros. A abertura de novas lojas realizou-se de acordo com o plano da empresa, que abriu um total de 92 lojas nos últimos seis meses.

Os novos negócios criados na Colômbia e na Polónia, Ara e Hebe, respetivamente, geraram vendas de 63 milhões de euros no primeiro semestre de 2014 e o investimento do Grupo atingiu 172 milhões de euros, 82% dos quais foram investidos na Biedronka.

Pedro Soares dos Santos, Presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado da Jerónimo Martins, refere em comunicado que “o desempenho da Biedronka no primeiro semestre ficou abaixo das minhas expectativas, e impactou os resultados do Grupo. Temos estado a tomar medidas na Companhia com o objetivo de recuperar a dinâmica de vendas like-for-like e alavancar, para o futuro, na nossa atual posição de forte liderança de mercado. Estou particularmente satisfeito com o recente desenvolvimento da Ara, a nossa operação na Colômbia.”