Indicadores de confiança dos consumidores em recuperação

Indicadores de confiança dos consumidores em recuperação

Em maio, os indicadores de confiança dos consumidores e de clima económico na Área Euro (AE) recuperaram parcialmente dos agravamentos observados em abril, embora mantendo-se em níveis historicamente baixos, revelam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). Os preços das matérias-primas e do petróleo apresentaram variações em cadeia de 2,2% e 59,3%, respetivamente (-4% e -56,6% em abril).

Em Portugal, a informação disponível revela uma contração menos intensa da atividade económica em maio, quando comparada com o mês anterior, referindo o INE que o indicador de clima económico apresentou um ligeiro aumento, após ter atingido em abril a redução mais intensa desde dezembro de 2012.

O indicador de confiança dos consumidores registou o maior aumento da série, recuperando parcialmente da diminuição abrupta do mês anterior, em que atingiu o valor mais baixo desde maio de 2013. Já o indicador de confiança da Indústria Transformadora diminuiu, prolongando a queda abrupta verificada em abril.

Do lado do comércio, o respetivo indicador de confiança aumentou de forma moderada, após ter diminuído expressivamente em abril, quando atingiu o novo mínimo da série. “Esta evolução refletiu sobretudo a recuperação acentuada das perspetivas de atividade da empresa nos próximos três meses e, ainda que em menor grau, das apreciações relativas ao volume de stocks”, salienta o INE. Em sentido contrário, as opiniões sobre o volume de vendas prolongaram o forte agravamento registado em abril, atingindo um novo mínimo.

Também o indicador de confiança dos Serviços prolongou a queda abrupta verificada em abril, atingindo novo mínimo histórico da série, iniciada em abril de 2001, com os expressivos contributos negativos das apreciações sobre a atividade da empresa e sobre a evolução da carteira de encomendas, que atingiram novos mínimos. Em sentido contrário, as perspetivas sobre a evolução da carteira de encomendas recuperaram parcialmente da maior redução mensal da série, observada no mês anterior.

O indicador de atividade económica relativo a abril registou uma redução significativa e atingiu o menor valor da série. Por componentes na ótica da despesa o indicador de consumo privado apresentou a taxa mínima da série, devido sobretudo à diminuição abrupta do consumo duradouro, em particular da componente automóvel.

Já o indicador de investimento, registou a redução mais intensa desde dezembro de 2012.

Juntamente com o Banco de Portugal (BdP), o INE indica no Inquérito Rápido e Excecional às Empresas (COVID-IREE), uma melhoria da situação das empresas na primeira quinzena de junho, das quais 95% estavam em atividade, mesmo que parcialmente (92% na quinzena anterior), enquanto 4% encontravam-se temporariamente encerradas (7% na quinzena anterior) e, apenas, 1% tinham encerrado definitivamente (igual valor na quinzena anterior).

A percentagem de empresas com perfil exportador que se mantinha em funcionamento situou-se em 97% (95% na quinzena anterior).

Face à situação que seria expectável sem pandemia, 68% das empresas continuaram a reportar um impacto negativo no volume de negócios (73% na quinzena anterior).

No que diz respeito a volume de negócios neste período, no setor do “Alojamento e restauração”, 50% referiram aumentos e 22% referiram reduções). Já no “Comércio”, os números indicam 43% a referirem aumentos e 26% a admitir diminuições, quanto nos “Transportes e armazenagem” os valores são 42% e 22%, respetivamente.