Durante a sua participação no webinar ‘O comércio na distribuição moderna’, organizado pelo Aqui é Fresco, o secretário de Estado do Comércio e Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, deu a sua perspetiva sobre a crescente digitalização do setor do retalho.
Segundo o mesmo, “é necessário promover a inovação, a competitividade e a resiliência” dos agentes económicos, tendo este fator de se “materializar e tornar tangível” numa ótica de transição.
Neste sentido, João Torres defende que “a transição digital também pode ser uma disrupção na experiência de consumo”, isto porque com o crescente recurso às vendas online e a métodos de pagamentos inovadores, “há muitas tecnologias que se estão a desenvolver para tornar diferente a nossa experiência de consumo”.
A mesma perspetiva foi partilhada por João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, que defendeu que o modelo físico no comércio “não será abandonado”, mas dará, isso sim, origem a um sistema misto: “Acredito na existência de um mix de canais para a otimização do negócio”.
Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director Nielsen Portugal, que na sua intervenção deu especial destaque ao comércio eletrónico, segundo comunicado, lembrou, por isso, que a Nielsen registou, em 2020, uma “duplicação do número de lares que compraram online em supermercados e hipermercados, atingindo uma taxa de penetração de 20%”, isto em comparação com dados do ano anterior.
A crescente digitalização do setor de retalho, especialmente com a expansão do comércio eletrônico, está a transformar a experiência de consumo e a maneira como os negócios operam. Durante o webinar ‘O comércio na distribuição moderna’, o secretário de Estado do Comércio, João Torres, enfatizou a necessidade de promover a inovação e a competitividade para enfrentar os desafios dessa transição digital. Ele destacou que, embora a digitalização traga disrupção, ela também oferece grandes oportunidades para a experiência do consumidor, com o uso de novas tecnologias e métodos de pagamento inovadores.
A integração entre os canais físicos e digitais surge como caminho inevitável para o futuro do retalho, exigindo dos empresários uma adaptação ágil e estratégica. O modelo híbrido, defendido durante o webinar, valoriza o papel do ponto de venda tradicional ao mesmo tempo que reconhece o potencial de crescimento do comércio eletrónico. Esta transição não implica apenas tecnologia, mas também uma mudança cultural na forma de consumir e gerir negócios. Para os operadores do setor, incluindo redes de franchising, a digitalização representa uma oportunidade única de evoluir, personalizar ofertas e criar experiências de consumo mais completas, eficientes e conectadas.
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