Neste ano, o número médio diário de compradores em lojas aumentou 20% em relação à média do ano anterior (2 de março a 31 de dezembro).

Portugueses vão 20% mais às lojas que no ano passado

Neste ano, o número médio diário de compradores em lojas aumentou 20% em relação à média diária do ano anterior (2 de março a 31 de dezembro), revela o estudo ‘2021 vs. O primeiro confinamento – o que mudou?’. Este estudo foi realizado pela Kantar e analisado por aquela consultora de mercado e pela Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca.

Em comunicado, a Kantar revela ainda que o dia de maior afluência às lojas foi após a comunicação do plano de desconfinamento.

Quanto aos hábitos de compra, os consumidores fizeram, em média, “quase mais três cestas de compra do que no primeiro confinamento, mas com menor valor e tamanho, com as cestas a valerem menos 13,5% cada”. “Este comportamento contrasta com o verificado no primeiro confinamento, em que os consumidores reduziram o número de cestas, mas estas eram maiores em tamanho e a cada visita”, revela a entidade.

Relativamente ao tipo de marcas, os portugueses privilegiaram as marcas de distribuição, o que levou a que estas pesassem quase 39% do total gasto em bens de grande consumo durante os períodos de confinamento.

O online e os canais tradicionais ganharam terreno face aos hiper/supermercados. No caso do online, cresceu principalmente via novos compradores. Só nos dois primeiros meses do ano, quase dois em cada dez lares portugueses fizeram uma compra online em bens de grande consumo e houve agora mais 148 mil lares a escolher este canal face ao primeiro confinamento.

Análise aos resultados

“O número médio de compradores aumentou gradualmente conforme a evolução dos casos diários, ou seja, a diminuição do número de casos levou a mais idas às compras por produtos de grande consumo. A maior afluência e presença nas lojas poderá estar relacionada com uma maior experiência e capacidade em lidar com a pandemia e as medidas impostas. Já a preocupação na escolha das marcas dever-se-á a uma adaptação do orçamento familiar, por força dos sinais da crise económica gerada pela pandemia”, explica a Manufacturers Sector Director da Kantar, Marta Santos.

“O segundo confinamento acabou por ser a confirmação de que o online é um canal viável para uma compra segura e prática, resultando no crescimento significativo de compra de produtos frescos, por norma adquiridos na loja física”, destaca a responsável.

Ficha Técnica

Os dados de compra são baseados no Painel de Lares da Kantar, uma amostra de 4.000 lares participantes, representativos de Portugal Continental, dispersos em mais de 1.000 Pontos de Sondagem, que declaram as suas compras, no período em análise das primeiras semanas de 2021.  Os resultados apresentados têm um nível de confiança de 95%, com erro amostral associado de 1,96%.