Qual a estratégia da RE/MAX Portugal para responder ao aumento da procura por arrendamentos?

Por Ricardo Lombardi, Infofranchising - Portugal
21/04/2026

Num contexto marcado por forte pressão da procura e escassez estrutural de oferta no mercado habitacional, a RE/MAX Portugal registou um crescimento de 11% na oferta de imóveis para arrendamento nos últimos 18 meses. A análise, que compara o período entre outubro de 2024 e abril de 2026, evidencia um reforço da disponibilidade, ainda que insuficiente para equilibrar a dinâmica do mercado.

Este crescimento foi impulsionado sobretudo pelo segmento de apartamentos, refletindo a preferência dominante dos consumidores por soluções habitacionais mais flexíveis e adaptadas aos centros urbanos. Num cenário em que o acesso à habitação continua a ser um dos principais desafios económicos e sociais em Portugal, a evolução da oferta assume particular relevância para famílias e investidores.

Apartamentos lideram oferta num mercado sob pressão

De acordo com os dados da RE/MAX, as tipologias mais representativas no mercado de arrendamento continuam a ser os apartamentos T0 a T3 e as moradias T2 a T4. Apesar de algumas tipologias de apartamentos terem perdido peso relativo, verificou-se um aumento nominal da oferta em praticamente todos os segmentos, o que demonstra uma tendência de reforço global da disponibilidade.

Este crescimento, no entanto, não elimina os desequilíbrios estruturais do mercado. A elevada procura, sobretudo nas principais áreas metropolitanas, continua a exercer pressão sobre os preços e a limitar o acesso à habitação para uma parte significativa da população.

Concentração geográfica mantém-se nas grandes áreas urbanas

A distribuição da oferta de arrendamento em Portugal continua a refletir fortes assimetrias territoriais. Os distritos de Lisboa e Porto concentram cerca de 67,8% da oferta total da rede RE/MAX, reforçando o seu peso no período analisado.

Seguem-se os distritos de Setúbal, com 7,1%, Braga, com 4,9%, e Faro, com 4,4%. Apesar de integrarem o top cinco em volume de oferta, Setúbal e Faro não figuram entre os concelhos mais representativos a nível nacional, evidenciando uma menor concentração ao nível local.

A análise por concelho revela uma concentração ainda mais acentuada. Lisboa reforçou a sua liderança, passando de 27,7% para 29,3% da oferta total. Cascais, Oeiras e Sintra registaram ligeiros aumentos, enquanto o Porto perdeu algum peso relativo. Em contrapartida, municípios como Vila Nova de Gaia e Matosinhos ganharam expressão, indicando uma redistribuição da oferta dentro das áreas metropolitanas.

Diferenças de preço refletem procura e localização

Ao nível dos preços, continuam a verificar-se diferenças significativas em função da localização, tipologia e estado de conservação dos imóveis. De forma geral, o preço por metro quadrado é mais elevado em imóveis novos e nas zonas urbanas mais densas, onde a procura é mais intensa.

Este cenário contribui para um desalinhamento entre preços e rendimentos, um dos principais fatores que dificultam o acesso à habitação em Portugal. A escassez de oferta em determinadas zonas e tipologias agrava esta realidade, tornando o mercado de arrendamento cada vez mais exigente para os consumidores.

Papel das redes estruturadas no mercado imobiliário

Num contexto de elevada complexidade, o papel de redes organizadas e estruturadas ganha relevância. A RE/MAX Portugal destaca-se não apenas pela dimensão da sua rede, mas também pela capacidade de mobilizar oferta e apoiar clientes na procura de soluções habitacionais.

Segundo Manuel Alvarez, presidente da RE/MAX Portugal, “num mercado caracterizado por forte pressão da procura, manter e aumentar o volume de oferta disponível constitui um desafio significativo. Ainda assim, a RE/MAX dispõe de uma ampla bolsa de imóveis para arrendamento, incluindo oportunidades com ajustamentos recentes de preço. Julgo que temos contribuído ativamente para facilitar o acesso à habitação, apoiando diariamente milhares de famílias na concretização das suas necessidades habitacionais”.

Franchising como motor de capilaridade e resposta ao mercado

O crescimento da oferta registado pela RE/MAX está diretamente ligado ao modelo de franchising, que permite uma maior capilaridade territorial e uma resposta mais ágil às necessidades do mercado. Com presença em todo o território nacional e ilhas, a rede consegue adaptar a sua operação às dinâmicas locais, mantendo padrões de qualidade e consistência.

Atualmente, a RE/MAX Portugal conta com cerca de 12 mil colaboradores distribuídos por 408 agências, consolidando a sua posição como uma das principais referências do setor imobiliário. A aposta na formação, na tecnologia e no suporte aos consultores tem sido determinante para sustentar o crescimento e responder aos desafios do mercado.

Num cenário em que o acesso à habitação continua a ser uma das principais preocupações das famílias portuguesas, a evolução da oferta de arrendamento e o papel das redes de franchising serão fatores críticos para a construção de um mercado mais equilibrado e acessível.

A RE/MAX Portugal é uma  marca associada  da APF – Associação Portuguesa de Franchising.

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