RE/MAX confirma potencial do mercado imobiliário no interior do país

Por Ricardo Lombardi, Infofranchising - Portugal
20/05/2026

Num momento em que o acesso à habitação continua a dominar o debate público em Portugal, uma nova análise da RE/MAX Portugal revela um cenário de fortes assimetrias regionais no mercado imobiliário nacional. Os dados, baseados nos preços medianos da habitação por metro quadrado divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e referentes a março de 2026, mostram que vários concelhos do interior do país continuam a afirmar-se como alternativas mais acessíveis face à crescente pressão imobiliária dos grandes centros urbanos.

Segundo a análise da RE/MAX, os concelhos de Castelo Branco, Guarda, Bragança e Portalegre mantêm-se entre os mercados habitacionais mais acessíveis do país, todos com valores medianos inferiores a 1.200 euros por metro quadrado. A estes junta-se também Beja, onde o preço médio se situa nos 1.385 euros por metro quadrado.

Análise da RE/MAX mostra que os concelhos do interior continuam a destacar-se como alternativas mais acessíveis face à pressão imobiliária de Lisboa e Porto.

Em conjunto, estes cinco concelhos apresentam preços abaixo de 66% da média nacional, atualmente fixada nos 2.151 euros por metro quadrado. O cenário reforça uma tendência que se tem vindo a consolidar nos últimos anos: o aumento da procura por territórios fora das grandes áreas metropolitanas, impulsionado pela necessidade de encontrar soluções habitacionais financeiramente mais sustentáveis.

A análise evidencia também que cidades como Vila Real, Viseu, Leiria e Santarém continuam abaixo dos 80% da média nacional, enquanto Viana do Castelo, Braga, Coimbra, Ponta Delgada e Aveiro apresentam valores entre os 85% e os 95% do preço médio registado no país.

Já Évora posiciona-se precisamente em linha com a média nacional, com um valor mediano de 2.151 euros por metro quadrado.

No extremo oposto continuam Lisboa e Porto, os dois mercados mais pressionados do país. Lisboa mantém-se como o concelho mais caro, com um valor mediano de 4.621 euros por metro quadrado, seguida por Cascais, com 4.000 euros, e Oeiras, com 3.915 euros por metro quadrado.

O Porto apresenta igualmente valores elevados, situando-se nos 3.247 euros por metro quadrado, refletindo a forte procura nas principais áreas urbanas e turísticas do país.

Ainda assim, alguns concelhos periféricos continuam a surgir como soluções intermédias para quem pretende manter proximidade às grandes cidades sem suportar os mesmos níveis de preço.

Na Área Metropolitana do Porto destacam-se Gondomar, com 2.036 euros por metro quadrado, Maia, com 2.226 euros, e Vila Nova de Gaia, com 2.363 euros.

Já na região de Lisboa, vários concelhos da margem sul do Tejo continuam a apresentar valores mais moderados, nomeadamente Montijo, com 2.373 euros por metro quadrado, Moita, com 2.405 euros, e Alcochete, com 2.602 euros.

Por outro lado, concelhos limítrofes mais próximos da capital continuam a registar forte valorização imobiliária. Loures apresenta um preço mediano de 3.032 euros por metro quadrado, Odivelas chega aos 3.077 euros, Amadora atinge os 3.205 euros e Oeiras consolida-se entre os mercados mais caros do país.

Para a RE/MAX Portugal, esta realidade reflete uma transformação estrutural no comportamento das famílias portuguesas e no próprio mercado habitacional.

Nos últimos anos, fatores como o aumento do teletrabalho, a procura por maior qualidade de vida, o acesso a habitações com mais espaço e a necessidade de reduzir encargos mensais têm contribuído para uma crescente descentralização da procura imobiliária.

Muitos concelhos do interior e das periferias urbanas começaram a ganhar atratividade junto de famílias que valorizam não apenas o preço da habitação, mas também aspetos como menor densidade populacional, redução do tempo passado no trânsito, proximidade à natureza e custos de vida mais baixos.

A análise da RE/MAX reforça também a importância crescente da mediação imobiliária profissional na identificação de oportunidades fora dos grandes centros urbanos, sobretudo num mercado onde as diferenças de preço entre regiões continuam bastante acentuadas.

O atual contexto habitacional português demonstra assim que o futuro do mercado poderá passar cada vez mais por soluções descentralizadas, sustentadas pela valorização de territórios alternativos e por uma redistribuição gradual da procura habitacional no país.

A RE/MAX Portugal é uma  marca associada  da APF – Associação Portuguesa de Franchising.

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