
Foto: Coldwell Banker Global Luxury
Dados da Coldwell Banker Global Luxury mostram que Portugal concentra 5,7% da procura internacional por imóveis de luxo. O crescimento do segmento abre novas perspectivas para investidores e empreendedores interessados no franchising imobiliário.
Portugal consolidou-se como um dos principais destinos internacionais para o investimento imobiliário de luxo em 2026. O país ocupa a quinta posição entre os mercados mais procurados a nível mundial, num segmento que continua a demonstrar resiliência mesmo perante um cenário económico internacional marcado pela incerteza.
Os dados constam do The Mid-Year Report 2026, publicado pela Coldwell Banker Global Luxury, e ajudam também a compreender as oportunidades existentes para quem pretende empreender no mercado imobiliário através de uma rede de franchising já estabelecida internacionalmente.
De acordo com dados da plataforma internacional JamesEdition analisados no relatório, Portugal concentrou 5,7% das pesquisas e pedidos de informação sobre imóveis de luxo no primeiro semestre de 2026. Apenas Itália, Estados Unidos, Espanha e França registaram níveis superiores de procura.
O país posiciona-se, assim, à frente de mercados tradicionalmente associados ao investimento de elevado património, como Suíça, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos.
Procura por imóveis de luxo em Portugal cresce 21%
Apesar de a quota portuguesa no total das pesquisas internacionais ter passado de 7,1% para 5,7%, os números absolutos apontam no sentido contrário a uma desaceleração.
O volume de pesquisas sobre imóveis de luxo em Portugal aumentou 21%. A redução da quota relativa explica-se sobretudo pelo crescimento mais acelerado registado noutros destinos internacionais.
Factores como segurança, estabilidade institucional, qualidade dos activos imobiliários e estilo de vida continuam a contribuir para a capacidade de Portugal atrair compradores internacionais.
O posicionamento do país também está a mudar. O preço deixa progressivamente de ser o principal elemento competitivo, enquanto localização, qualidade da construção, arquitectura, privacidade e diferenciação dos imóveis ganham importância na decisão de compra.
Mercado de luxo mostra resiliência num cenário de incerteza
O comportamento global do segmento é particularmente relevante para quem analisa oportunidades empresariais ligadas ao imobiliário.
Segundo a Coldwell Banker Global Luxury, as vendas no segmento de luxo registaram um crescimento homólogo de 4,3%, enquanto o mercado imobiliário mais amplo permaneceu praticamente estagnado no mesmo período. O comportamento está associado, entre outros factores, à maior capacidade financeira dos compradores de elevado património e à menor dependência de financiamento bancário.
Ao mesmo tempo, os pedidos internacionais de informação sobre imóveis de luxo cresceram 50,8% nos primeiros cinco meses de 2026.
Portugal e Espanha encontram-se ainda entre os principais destinos internacionais para a aquisição de segundas e terceiras residências, revelando uma procura que combina investimento, preservação patrimonial e qualidade de vida.
Propriedades diferenciadas lideram procura
Outro indicador identificado pelo relatório é o aumento da procura por activos difíceis de replicar.
Os pedidos de informação relativos a propriedades consideradas únicas aumentaram 146% face ao período homólogo, enquanto a procura por terrenos cresceu 97%.
A escassez de propriedades de elevada qualidade em localizações premium ajuda a sustentar o valor destes activos e reforça a importância da especialização dos profissionais que actuam neste mercado.
Ao contrário de segmentos mais massificados, a mediação imobiliária de luxo exige conhecimento aprofundado do mercado, acesso a redes internacionais, capacidade de relacionamento com clientes de elevado património e estratégias de promoção direccionadas para diferentes geografias.
O que estes números representam para quem pretende empreender?
Para investidores que analisam o franchising como forma de entrada no sector imobiliário, os dados revelam um mercado com características particulares.
A oportunidade não está apenas no crescimento da procura por imóveis premium, mas também na possibilidade de operar dentro de uma estrutura capaz de dar acesso a conhecimento, processos, tecnologia, formação, marketing e uma rede internacional de contactos.
É neste contexto que se enquadra o modelo de franchising da Coldwell Banker Portugal. A marca, fundada em 1906, está presente internacionalmente através de milhares de agências e disponibiliza aos seus franchisados ferramentas tecnológicas, formação e acompanhamento para o desenvolvimento das operações.
A ligação entre uma rede internacional e o mercado português assume particular relevância num segmento em que uma parcela significativa dos potenciais compradores está fora do país.
Em Portugal, esta relação entre franchising e mercado premium já tem exemplos consolidados. A Coldwell Banker Luxus, fundada em 1990 e especializada no segmento residencial e turístico de luxo, tornou-se em 2018 a primeira agência franchisada da Coldwell Banker no país, passando a beneficiar da rede internacional, formação especializada e ferramentas globais de promoção imobiliária.
Franchising reduz barreiras, mas não elimina o risco empresarial
Para quem pretende criar um negócio no sector imobiliário, integrar uma marca estabelecida pode reduzir algumas das barreiras normalmente associadas ao arranque independente, sobretudo no que respeita a notoriedade, processos, formação, tecnologia e acesso a uma rede de contactos.
Isso não significa, contudo, que um franchising seja um investimento sem risco. A localização da agência, capacidade comercial, estrutura de custos, conhecimento do mercado local, recrutamento e gestão da equipa continuam a ser determinantes para os resultados de cada unidade.
No segmento de luxo, existe ainda outro desafio. O The Mid-Year Report 2026 identifica compradores mais informados, selectivos e dispostos a prolongar o processo de decisão. Isto exige maior capacidade de acompanhamento e especialização por parte dos profissionais.
Para um potencial franchisado, portanto, a força da marca deve ser analisada em conjunto com a qualidade do modelo de negócio, suporte disponibilizado pela rede, território de actuação, investimento necessário e potencial do mercado onde pretende instalar a operação.
A Coldwell Banker é uma marca associada da APF – Associação Portuguesa de Franchising.
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