Reabilitação do parque habitacional impulsiona franchising do setor das obras residenciais

Por Ricardo Lombardi, Infofranchising - Portugal
18/03/2026

O setor das obras residenciais em Portugal tem vindo a ganhar um novo dinamismo, impulsionado sobretudo pela necessidade crescente de reabilitação do parque habitacional. Com muitas habitações envelhecidas e a exigirem intervenções profundas ao nível das infraestruturas, da eficiência energética e da funcionalidade dos espaços, a remodelação tornou-se uma prioridade para muitas famílias portuguesas.

A par desta realidade estrutural, tem-se verificado também uma mudança na forma como as pessoas encaram a casa. O espaço doméstico passou a assumir um papel mais central no quotidiano, levando muitos proprietários a investir na adaptação das suas habitações às necessidades atuais de conforto, organização e qualidade de vida.

Neste contexto, redes especializadas em remodelação e reabilitação têm assumido um papel cada vez mais relevante na profissionalização do setor. É o caso da MELOM e do Querido Mudei a Casa Obras, duas marcas que operam em Portugal através do modelo de franchising e que têm vindo a consolidar a sua presença num mercado em crescimento.

Em 2025, a rede registou uma forte expansão, com a assinatura de 31 novas unidades, refletindo o interesse de novos empreendedores num setor com elevada procura e potencial de desenvolvimento. O modelo de franchising destas marcas tem atraído profissionais da área da construção e da reabilitação que procuram desenvolver o seu negócio com o apoio de uma estrutura organizada, beneficiando da notoriedade das marcas e da experiência acumulada da rede.

Para compreender melhor as tendências que estão a marcar o setor das obras residenciais, os desafios que continuam a existir e o papel que o franchising pode desempenhar na modernização desta atividade, o Infofranchising falou com Vasco Magalhães, Diretor Geral da MELOM e do Querido Mudei a Casa Obras.

Nesta entrevista exclusiva, o responsável analisa os fatores que estão a impulsionar o crescimento da procura por remodelações, as principais mudanças no comportamento dos consumidores e a forma como as redes organizadas podem contribuir para elevar os padrões de qualidade e profissionalização num setor que continua a apresentar desafios estruturais e comenta a participação na Norte Franchise 2026, que será realizada entre 9 e 10 de abril, no Porto.

MELOM e QMACO atingem quase 31 milhões de euros em 2025 e reforçam expansão da rede de franchising no setor das remodelações.

Infofranchising – O setor das obras residenciais tem registado uma procura crescente em Portugal, muito impulsionada pela necessidade de reabilitação do parque habitacional. Na sua perspetiva, quais são hoje os principais fatores que sustentam este crescimento e como é que a MELOM e o Querido Mudei a Casa Obras se posicionam nesse contexto?

Vasco Magalhães – O crescimento da procura por obras residenciais está muito ligado à necessidade de reabilitação do parque habitacional, que é um dos mais envelhecidos da Europa. Muitas habitações necessitam de modernização, quer ao nível das infraestruturas, quer ao nível da eficiência energética e da funcionalidade dos espaços. Ao mesmo tempo, temos assistido a uma maior valorização do conforto dentro de casa, com as famílias a procurarem adaptar as habitações às suas necessidades atuais. A MELOM e o Querido Mudei a Casa Obras posicionam-se neste contexto como redes organizadas e profissionais, que procuram trazer mais confiança, transparência e qualidade a um setor que ainda é bastante fragmentado.

 

Infofranchising – A rede registou uma forte expansão em 2025, com a assinatura de 31 novas unidades. Que fatores explicam a atratividade do modelo de franchising da MELOM e do Querido Mudei a Casa Obras junto de novos empreendedores?

Vasco Magalhães – A expansão da rede resulta sobretudo da solidez do modelo de franchising que temos vindo a desenvolver ao longo dos anos. Tanto a MELOM como o Querido Mudei a Casa Obras são marcas com forte reconhecimento no mercado, o que gera confiança junto dos clientes e também de novos empreendedores. Para muitos profissionais da área da construção e reabilitação, integrar a rede representa a oportunidade de trabalhar com um modelo de negócio estruturado, com apoio ao nível da gestão, marketing e operação, beneficiando também da notoriedade das marcas e da experiência acumulada da rede.

 

Infofranchising – O valor médio das obras e o tipo de intervenções realizadas revelam muito sobre o comportamento dos consumidores. Que tendências têm observado nos pedidos de remodelação e de que forma estas refletem a evolução das necessidades das famílias portuguesas?

Vasco Magalhães – Temos verificado uma procura crescente por remodelações mais completas, nomeadamente remodelações integrais de apartamentos e moradias. No entanto, continuam a existir muitos pedidos focados em áreas específicas da casa, como cozinhas e casas de banho. Observa-se também uma preocupação cada vez maior com eficiência energética, conforto e funcionalidade dos espaços. As famílias procuram soluções que tornem as casas mais adaptadas às suas rotinas, com melhor aproveitamento das áreas e maior qualidade nos materiais utilizados.

 

Infofranchising – O setor da construção e da reabilitação enfrenta desafios estruturais, como a escassez de mão de obra especializada e a necessidade de maior profissionalização. De que forma a rede tem procurado responder a estes desafios e garantir qualidade e consistência nos serviços prestados?

Vasco Magalhães – A escassez de mão de obra qualificada é, de facto, um dos principais desafios do setor. Na rede procuramos responder a esta realidade através da profissionalização dos processos, da seleção criteriosa dos franqueados e do acompanhamento contínuo das unidades. Trabalhamos também na partilha de boas práticas dentro da rede e na implementação de padrões de qualidade que garantam consistência no serviço prestado ao cliente. O facto de operarmos em rede permite-nos criar uma estrutura mais organizada e profissional.

 

Infofranchising – O mercado imobiliário e o parque habitacional português continuam a apresentar uma forte necessidade de renovação. Olhando para os próximos anos, que papel acredita que o franchising poderá desempenhar na modernização do setor das obras e na qualificação das empresas que nele operam?

Vasco Magalhães – Acreditamos que o franchising terá um papel cada vez mais relevante na modernização do setor das obras em Portugal. Redes estruturadas permitem introduzir melhores práticas de gestão, maior transparência e maior confiança para o cliente final. Num setor tradicionalmente muito fragmentado, o franchising contribui para profissionalizar as empresas, elevar os padrões de qualidade e criar modelos de negócio mais sustentáveis. O objetivo da MELOM e do Querido Mudei a Casa Obras passa precisamente por continuar a contribuir para essa evolução do setor.

 

Infofranchising – Qual a importância de participar da Norte Franchise 2026 e qual avaliação faz do potencial de mercado na região norte?

Vasco MagalhãesA participação na Norte Franchise 2026 representa uma oportunidade estratégica para reforçar a presença das marcas no mercado e estabelecer contacto direto com empreendedores interessados em desenvolver o seu próprio negócio no setor das obras. É um evento que promove a proximidade entre marcas e futuros parceiros, permitindo não só a partilha de conhecimento, mas também uma melhor identificação de oportunidades concretas de crescimento.

Para a MELOM e para o Querido Mudei a Casa – Obras, esta presença é particularmente relevante num momento em que estamos focados na expansão da rede, permitindo-nos captar novos parceiros e reforçar o posicionamento das marcas junto de um público qualificado.

Relativamente ao potencial da região Norte, vemos claramente um dos mercados mais estratégicos para o nosso crescimento. É uma região com forte cultura empresarial, grande dinamismo económico e uma procura crescente por soluções profissionais e estruturadas na área das obras e remodelações.

Apesar de ainda termos uma presença inferior ao nosso potencial, isso representa precisamente a oportunidade: existe espaço real para crescer com parceiros certos, bem preparados e alinhados com o posicionamento da marca.

Nesse sentido, a Norte Franchise 2026 assume-se como uma plataforma essencial para reforçar a nossa proximidade com futuros parceiros e acelerar a expansão sustentada na região.

 

MELOM e o QMACO são marcas associadas da APF – Associação Portuguesa de Franchising.

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